Guga enfrenta belga em torneio na Espanha
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terça-feira, 29 de setembro de 1998
Agências 
Em quadra montada numa praça de touros, o tenista Gustavo Kuerten faz hoje sua primeira partida pela Associação dos Tenistas Profissionais (ATP) depois de ter trocado as quadras rápidas pelo saibro, seu tipo de piso preferido. Kuerten, 25º do ranking mundial, enfrenta o belga Johan van Herk, 93º, no Torneio de Mallorca (Espanha).
O brasileiro não disputa um torneio do circuito da ATP há 25 dias, quando foi eliminado na segunda rodada do Aberto dos Estados Unidos, disputado em quadra rápida. No fim-de-semana, Kuerten, 22, compôs o time que bateu a Romênia por 3 a 0, no saibro, mantendo o Brasil na elite da Copa Davis. Seu companheiro de equipe, Fernando Meligeni, 49º do ranking, abre a rodada de hoje contra o sueco Magnus Gustafsson, 24. As duas partidas serão na quadra central (de saibro) do Coliseu Balear, a arena de touros de Mallorca. O evento distribui US$ 500 mil em prêmios e 170 pontos ao campeão. Pela primeira rodada de duplas, Kuerten e Meligeni derrotaram ontem Brandon Coupe/Jack Waite, dos EUA, por 2 a 0 (6/4 e 6/1).
Outros resultados de ontem: Alberto Berasategui (Espanha/4) venceu a Nicolás Lapentti (Equador), 6/1 e 6/4; Sergi Bruguera (Espanha) a Jiri Novak (R. Checa), 6/3 e 6/3; Slava Dosedel (R. Checa) a Carlos Costa (Espanha), 6/4 e 6/3; Fernando Vicente (Espanha) a Julian Alonso (Espanha), 6/1, 1/1 e abandono; Tommy Haas (Alemanha) x Bohdan Ulihrach (R. Checa), 6/1, 3/6 e 6/2; Mariano Puerta (Argentina) a Javier Sánchez (Espanha), 6/3, 6/7 (5 x 7) e 6/4.
Davis - Pela primeira vez nos 50 anos de participacões na Copa Davis, o Brasil poderá ser apontado como cabeça-de-chave do Grupo Mundial da competicão. Quem garante esta possibilidade é o presidente da Confederação Brasileira de Tênis (CBT), Nelson Nastas, que viaja na próxima semana para Londres, onde acompanhará o sorteio, dia 8, na sede da Federação Internacional de Tênis (ITF). Hábil nas negociações, o dirigente da CBT irá lutar nos bastidores para tirar a Alemanha dessa condição, dando lugar à equipe brasileira. Os critérios para a definição dos cabeças-de-chave são vulneráveis. Levam em conta fatores como resultados, ranking dos principais jogadores e tradição na Davis. Para Nastas, o Brasil atende todas as exigências.


