Agência Estado
de Nova York
Mais um desafio entre Brasil e França: Gustavo Kuerten, sexto do ranking da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP), enfrenta hoje o francês Cedric Pioline, 26º, pelas quartas-de-final do US Open 1999. Desta vez, Guga espera que o resultado seja diferente: o brasileiro terá pela frente um adversário que jamais venceu, nas duas partidas disputadas, e que pode ser apontado como favorito por ter estilo mais adaptado às quadras rápidas, como as de Flushing Meadows. O jogo será no estádio Arthur Ashe, em Nova York.
‘‘Tomara que seja mesmo diferente’’, disse Guga. ‘‘Nas últimas vezes, o Brasil perdeu pela Copa Davis e na Copa do Mundo’’, prosseguiu. ‘‘Mas não tenho nada a perder, estou jogando solto, vou entrar na quadra para bater forte na bola e, quem sabe, acabar com esta série de vitórias francesas.’’
Na última vez que Guga e Pioline se enfrentaram, o tenista francês venceu por 3 a 0, marcando o ponto decisivo para a vitória da França na Copa Davis. As condições agora são diferentes. A quadra não é coberta, nem com a superfície tão rápida como o carpete. Ainda assim, Pioline segue, em teoria, como favorito.
A vantagem do brasileiro está no seu atual momento: jogando solto, descontraído, como seu tênis rende melhor, pode superar qualquer adversário. O técnico Larri Passos torce muito para Guga acordar bem hoje e repetir as boas atuações das primeiras rodadas deste US Open. O treinador continua cobrando uma atitude positiva do tenista, pois sabe que, quando joga dessa maneira, pode conseguir grandes resultados. ‘‘Está tudo preparado para o Guga conseguir um bom resultado’’, disse Passos. ‘‘Vai depender de como acordar e que atitude mostrar na quadra.’’
Guga parece tranquilo e positivo. Está tão descontraído que brincou com Cedric Pioline, que estava vestindo uma camisa parecida com a da seleção brasileira de futebol. Não viu a atitude do francês como uma provocação e até levou uma camiseta de presente.
Feminino – Num jogo emocionante, como há muito tempo não se via no tênis feminino, a campeã do ano passado do US Open, a norte-americana Lindsay Davenport, sobreviveu a dois match points para derrotar a francesa Mary Pierce por 2/6, 6/3 e 7/5. Com isso, Davenport garantiu sua vaga nas semifinais e vai enfrentar na próxima rodada a vencedora da partida entre Serena Williams e Monica Seles. As outras duas semifinalistas já estão definidas: Martina Hingis jogará com Venus Williams.
Davenport luta não só pelo bicampeonato, como também pela possibilidade de voltar à liderança do ranking mundial. Mas ontem, diante de Mary Pierce, esteve bem perto de dizer adeus a seus objetivos e ao torneio. A tenista francesa há muito tempo não jogava com tanta consistência. Dizem que sua atitude melhorou sensivelmente depois de conhecer e começar a namorar um musculoso jogador de beiseball, Roberto Alomar, norte-americano de origem porto-riquenha.
Masculino – Como a final do masculino só está programada para domingo, os jogos entre os homens ainda estão nas quartas-de-final. O último a conseguir sua vaga entre os oito melhores da competição foi o norte-americano Todd Martin, que venceu uma verdadeira batalha diante de Greg Rusesdki, em cinco sets, com parciais de 5/7, 0/6, 7/6 (3), 6/4 e 6/4.
Pelas quartas-de-final, Todd Martin irá enfrentar o checo Slava Dosedel, que derrotou Jiri Novak por 6/4, 7/5, 5/7 e 7/5. O vencedor deste jogo será o adversário de Gustavo Kuerten ou Cedric Pioline.

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