Guga e Meligeni saem rodada à frente no Ericsson Open
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segunda-feira, 20 de março de 2000
Por Chiquinho Leite Moreira 
São Paulo, 21 (AE) - Os tenistas Gustavo Kuerten e Fernando Meligeni saem como bye, ou seja, uma rodada à frente no Ericsson Open, o quinto maior torneio do planeta, com US$ 5,7 milhões em prêmios e que fica atrás apenas dos quatro Grand Slam (Australian Open, Roland Garros, Wimbledon e US Open). Os dois brasileiros foram designados como cabeças-de-chave e, por isso, irão esperar por adversários, já na segunda rodada, para estrearem na competição. A chave do Ericsson Open tem um formato parecido com as do Grand Slam, com 128, mas apenas 96 jogadores participam da competição, com 32 deles saindo como bye.
Guga é o cabeça-de-chave número seis e sua estréia será diante do vencedor da partida entre o francês Arnauld Clemant e o norte-americano Chris Woodruff. O brasileiro já enfrentou Woodrruff por uma vez. Foi na final do antigo Super 9 de Montreal, no ano em que venceu Roland Garros, 1997. Guga teve boas chances de vencer a partida, mas prejudicado por algumas marcações do juiz de cadeira, acabou ficando com o vice-campeonato. Clement seria a primeira vez que Guga enfrentaria.
Fernando Meligeni, embora esta semana tenha caído para a 32ª posição no ranking mundial, foi beneficiado pelo novo formato da chave do Ericsson Open e também vai esperar por seu adversário, que sairá do vencedor da partida entre o norte-americano Paul Golstein e o norueguês Christian Rudd. Goldstein é um jogador bastante perigoso em quadras rápidas e é apontado como uma das novas forças do tênis dos Estados Unidos.
GRAND SLAM - Há muitos anos, o Ericsson Open, disputado em Crandon Park, na ensolarada Key Biscayne, chegou a requisitar o status de competição válida pelo Grand Slam. Apesar de todo o esforço não houve como convencer os conservadores dirigentes da Federação Internacional de Tênis (ITF) a aceitarem uma nova competição no fabuloso circuito. A negativa, porém, não tirou o ânimo dos organizadores do Ericsson Open. A competição é uma das mais belas do planeta e reúne as maiores estrelas do tênis num clima bastante agradável com uma vantagem para o público: a facilidade de se encontrar ingressos, o que não acontece nas competições do Grand Slam.
Até o ano passado, o Ericsson Open, então chamado de Lipton, tinha chave com formato de 64 e com 56 integrantes, ou seja, apenas 16 bye, contra os 32 de agora. Com uma nova fórmula
o torneio ganha ainda mais importância dando oportunidade a um maior número de tenistas brigar pelo título e pelos bons prêmios em dólares.
Além de chave de 128 de simples masculina e feminina, o Ericsson Open também conta com duplas, veteranos e até uma bem organizada e disputada chave de tenistas de cadeiras de rodas.
CHUVA - Conhecido por ser disputado debaixo de um sol forte, o Ericsson Open este ano vem sofrendo com chuvas nestes primeiros dias. Para não perder tempo e conseguir treinar, o número 1 do mundo, Andre Agassi resolveu ajudar a secar a quadra. E, como um jogador qualquer, empunhou um rodo e, junto aos funcionários, tratou de tirar a água da quadra para bater bola e lutar por uma boa campanha na competição.
O brasileiro Gustavo Kuerten também aproveitou os momento de sol para treinar. Ao lado do técnico Larri Passos empenhou-se na preparação para um torneio de quadras rápidas, em que espera realizar uma campanha convincente.


