São Paulo - Apelidado de ''Cavalo'' pelo seu técnico, Larri Passos, por causa da força mostrada nos treinamentos e jogos, Gustavo Kuerten assumiu a ironia e disse que viajaria na noite de ontem para Wimbledon com a inspiração de jogar na grama. ''O cavalo sempre costuma se dar bem na grama'', disse Guga. ''É uma superfíce que não jogo há três anos e, por isso, não sei o que esperar. Mas viajo com um clima de alto astral e uma vontade muito grande de jogar num Grand Slam de tanta tradição''.
A estréia de Guga em Wimbledon poderá ser tanto na segunda, como na terça-feira, diante do perigoso tenista holandês Johan van Lottun, um jogador acostumado às superfícies rápidas como a grama. Mesmo assim, o brasileiro está otimista.
''Treinei nos últimos dias em uma quadra de grama sintética, que costuma ser ainda mais rápida'', avaliou Guga. ''Agora chegando em Londres é que vai dar para sentir melhor como vai estar.'' Guga também confessou que só não jogou mesmo nos últimos torneios em Wimbledon por causa de lesão.
Além de Guga, apenas outros dois brasileiros participam do Torneio de Wimbledon. Flávio Saretta, que estréia com o britânica Alam Mackin e André Sá que enfrenta Mariano Puerta, na primeira rodada.
No qualifying, ontem, três brasileiros foram eliminados. Alexandre Simoni perdeu para Gouichi Motomura por 6/4 e 6/4; Ricardo Mello para Roko Karanusic por 6/4 e 6/4; e Marcos Daniel para Victor Hanescu por 6/4 e 6/3. No ATP Tour de Nottingham, André Sá caiu na segunda rodada diante de Alexander Popp por 6/7 (7x4), 3/6 e 6/4.

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