Guga deve voltar a ficar entre os 15 .
Por Chiquinho Leite Moreira
São Paulo, 24 (AE) - Com a difícil e emocionante vitória sobre o espanhol Felix Mantilla, o tenista brasileiro Gustavo Kuerten não só garantiu sua classificação para a final do torneio Super 9 de Montecarlo, como também deve voltar a figurar entre os 15 primeiros do ranking mundial. Com o resultado, conquistado no principado de Mônaco, Guga termina ainda com o tabu de jamais ter vencido Mantilla, vencedor das três partidas anteriores. A decisão do título de Montecarlo será neste domingo às 9h30, horário de Brasília, e a TV Manchete anuncia a transmissão ao vivo. O adversário do brasileiro será o vencedor da segunda semifinal entre o chileno Marcelo Rios e o francês Jerome Golmard.
Esta é a segunda vez que Gustavo Kuerten vai a uma final de Super 9.
A primeira foi em 1997, no Du Maurier Open, em Montreal, quando o brasileiro perdeu para o norte-americano Chris Woodruff, em quadra rápida. Desta vez, Kuerten está em sua superfície predileta e num momento especial de sua carreira. Vem conquistado excelentes resultados, joga com confiança e recuperou a condição de estrela nos grandes torneios.
A campanha em Montecarlo também já deverá colocar Gustavo Kuerten de volta ao grupo dos 15 primeiros do ranking mundial, ocupando a posição do sueco Thomas Enqvist. Com a classificação para a final, Guga acumulou 321 pontos e se for campeão ganhará mais de 400 pontos. São 370 pelo título e o total de bônus depende do adversário que enfrentar neste domingo.
Risco e garra - A vitória de Gustavo Kuerten diante do lutador Felix Mantilla, número 17 do ranking mundial, confirmou o que o tenista havia dito no dia anterior, ou seja, que se encontra melhor preparado do que quando venceu Roland Garros, em 1997. Agora, Guga mostra um número maior de jogadas e opções ofensivas. É claro que mantém seu estilo de arriscar e colocar bolinhas em cima da linha, mas, sem dúvida alguma, soube controlar bem mais os pontos e vencer com muita garra nas disputas de bola.
No primeiro set, Gustavo Kuerten perdeu um pouco o ritmo em razão de um tempo para ser atendido em quadra, pedido por Mantilla. O espanhol, ainda frio no game inicial da partida, correu para uma bola curta de Guga e sentiu a panturrilha. Para não correr o risco de sentir dores, ou mesmo contundir-se seriamente, Mantila preferiu passar pelo fisioterapeuta da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP), antes de continuar a partida. Essa parada acabou prejudicando o brasileiro, que perdeu seu serviço e não encontrou alternativas de reagir, até o final da série.
Só no set seguinte, Kuerten encontrou a melhor maneira de superar a velocidade do tenista espanhol. Alternou bem mais suas jogadas e colocou o adversário para correr. Como a quadra estava muito lenta, por causa da chuva, Mantilla teve seu estilo facilitado, conseguindo chegar em bolas incríveis, complicando bastante para o brasileiro. Para Gustavo Kuerten esta vitória teve também um sabor de vingança.
Nas três vezes anteriores que se enfrentaram, Mantilla tinha saído como vencedor. Mas, desta vez, apesar de toda a garra apresentada pelo espanhol, Guga soube como dominar e garantir a classificação para a final de Montecarlo, na busca de seu primeiro título de um Super 9.





