São Paulo - Gustavo Kuerten não aceitou o convite para disputar o Aberto de São Paulo, torneio challenger que acontece de 30 de dezembro a 7 de janeiro no Parque Villa Lobos, na capital paulista. A decisão do tricampeão de Roland Garros, anunciada ontem através de comunicado à imprensa, contraria as declarações do próprio jogador, há duas semanas, durante o torneio dos campeões da Copa Petrobras, no Rio.
Na época, Guga afirmou que tinha duas opções para o início de 2007: viajar para o Aberto da Austrália - onde teve seu pedido de wild card negado - ou jogar em São Paulo, pois considerou que em seu atual estágio técnico, seria melhor jogar em quadras rápidas. Agora, seu discurso é outro e fala de sua antiga preferência pelo saibro.
''Avaliamos as possibilidades e acho que o melhor para mim é mesmo começar 2007 nesses torneios no saibro, na América do Sul. Queira ou não queira, o saibro é o meu piso favorito, onde me sinto mais à vontade e há uma sequência muito boa de torneios por aqui,'' disse Guga.
Com ranking acima de mil, Guga precisa de wild card para jogar torneios médios. O tenista fala da necessidade de ganhar ritmo de jogo, mas se isso fosse seu objetivo principal, poderia disputar o qualifying do Aberto da Austrália, onde encontraria adversários de nível inferior aos da chave principal e poderia sonhar com alguma vitória. Essa busca de ritmo de jogo e pontos no ranking também o levariam a jogar o Aberto de São Paulo, só que ele recusou o convite sem apresentar justificativas condizentes com seu atual momento.
Hewitt - O australiano Leyton Hewitt não tem tantos motivos para acreditar que possa voltar a ser o número um do mundo, mas garante ser o único com o segredo para bater quem pode. De acordo com Hewitt, só é preciso um momento de sorte para que ele vença o suíço Roger Federer, atual líder do ranking de entradas da ATP.
''Acredito que sou o único que tem alguma chance de derrotar Roger. Ele vem dominando todos os pisos nos últimos quatro anos e é o tenista mais completo do circuito, mas você só precisa de uma oportunidade para tudo que tudo dê certo'', disse Hewitt, que perdeu 11 das 18 partidas contra Federer, sendo as últimas nove consecutivas.

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