São Paulo - O tenista brasileiro Gustavo Kuerten disse ontem que não irá disputar o torneio de Roland Garros, Grand Slam em que foi tricampeão, que começa no dia 28 de maio. Tentando se recuperar de problemas no quadril, o atleta também anunciou que irá se tratar com o fisioterapeuta Nilton Petrone, o Filé, responsável pela recuperação do jogador Ronaldo.
  ‘‘A gente tem que ter objetivos. Infelizmente esse ano não vou participar de Roland Garros. É triste, especialmente nas semanas do torneio. Colocamos uma meta para o segundo semestre, nos torneios de julho. Estou deixando de jogar Roland Garros para não voltar 50, 60%, só quando estiver preparado mesmo.’’
  Guga só disputou um campeonato da série ATP em 2006. No Torneio da Costa do Sauípe, o brasileiro foi eliminado pelo gaúcho André Ghem na primeira rodada da competição.
  Apesar do ano frustrante e das seguidas lesões que fizeram do ex-número 1 do mundo apenas o oitavo melhor brasileiro no ranking da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP) – 335º-, Guga se diz confiante com a parceria com Filé, um dos responsáveis pela recuperação do atacante Ronaldo antes da Copa de 2002.
  ‘‘Ele (Filé) me avaliou e está bem confiante de que posso deslanchar. Estou procurando me esforçar ao máximo que posso, recorrendo aos médicos e ao Filé. Existe a possibilidade de eu melhorar, a longo prazo, perdendo todos os vícios que fui acumulando. Estou num momento em que quero passar por esse desafio e isso seria a minha maior conquista.’’
  Sobre o futuro, Guga disse que pretende voltar a competir em julho e que seu principal objetivo para o ano é o US Open. Além do Grand Slam norte-americano, Kuerten também afirmou que pretende disputar alguns torneios no saibro, seu piso favorito, e não descartou participar de Challengers (torneios de menor importância) no Brasil.
  Guga voltou a falar que não pensa em aposentadoria e ressaltou que ainda sente muita vontade de jogar tênis, tanto que disse acreditar que pode voltar a ser um ‘‘Top-10’’. ‘‘Hoje tenho certeza de que se não tivesse nenhuma limitação, poderia estar entre os 10. Tirando o Nadal, que é o único que é muito jovem, os outros todos que jogavam comigo estão aí. Isso aumenta ainda mais a minha vontade. Se eu conseguir chegar próximo do que eu estava antes, em termos de mobilidade e resistência não tem ninguém que me assuste’’, concluiu o atleta.

  Roma – O suíço Roger Federer estreou com o pé direito no Masters Series de Roma, disputado em quadras de saibro. O número um mundial arrasou o argentino Juan Ignacio Chela, por 6/2 e 6/1.

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