Guga continuará desfalcando o Brasil
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segunda-feira, 12 de abril de 2004
Agência Folha 
São Paulo - Após a eliminação do Zonal Americano da Copa Davis, o Brasil pode ficar sem Gustavo Kuerten também na repescagem contra a Venezuela, em julho. Hoje, o tenista dará entrevista coletiva em Camboriú (SC), mas vai reiterar que não jogará o torneio enquanto Nelson Nastás continuar à frente da CBT (Confederação Brasileira de Tênis).
Sem suas principais estrelas, o Brasil perdeu o duelo para o Paraguai por 3 a 2. O confronto foi encerrado domingo, na Costa do Sauípe (BA). Agora, o país enfrentará os venezuelanos fora de casa.
O problema é que a eleição, marcada para 15 de maio, pode virar um imbróglio jurídico e se arrastar por mais alguns meses.
Os dois lados dizem que o objetivo é a substituição de comando na CBT já em maio. Porém ainda não houve consenso sobre como será feita a passagem de poder.
''O Nelson já firmou compromisso em cartório de que irá renunciar no dia seguinte à eleição'', diz Carlos Alberto Martelotte, superintendente da confederação.
Para Jorge Lacerda da Rosa, presidente da Federação Catarinense de Tênis e principal articulador da oposição, é necessário outro procedimento. ''Não dá para fazermos uma disputa sem o cargo estar vago. É necessário que o Nelson deixe a CBT um dia antes da eleição'', afirma o dirigente.
No sábado, 18 federações estaduais assinaram um pedido, após reunião na Costa do Sauípe, com três itens a serem ratificados na Assembléia Geral da CBT, marcada para o dia 30, em São Paulo.
Além de solicitar que o presidente deixe o cargo antes da eleição, o grupo quer que o pleito siga o estatuto de 1993, que prevê a presença de dois vice-presidentes em cada chapa e que as 25 federações tenham direito de votar.
Nastás já disse que Tocantins, por não ser oficialmente filiada, teria que ficar de fora. Por outro lado, Antonio Jurado Luque, vice-presidente jurídico da CBT, afirmou que só nove filiadas estariam habilitadas a participar do pleito.
''Esperamos que esses termos que estamos propondo sejam aprovados na assembléia da confederação para que possamos definir tudo em maio'', declara Rosa, que diz que o pedido também teve o apoio de BA, PR, SP e MT, que não assinaram o documento.


