São Paulo - Todo jogador diz ser uma honra defender a sua pátria. O peruano Paolo Guerrero, porém, parece querer jogar mesmo é pelo Corinthians. Ele não esconde a sua sede para herdar logo uma vaga na equipe e após ser testado como titular em boa parte do treinamento coletivo de ontem, o camisa 9 disse que até abre mão de defender o seu país diante da Costa Rica - em amistoso, no próximo dia 15 -, para estar em campo no dia seguinte defendendo o time diante do Internacional, no Pacaembu.
Há a possibilidade de o Corinthians pedir a sua liberação do amistoso e Guerrero esfrega as mãos. ''Espero que o Corinthians entre em acordo com Federação Peruana para eu estar com a equipe. Mas (quero) que a decisão que seja boa para os dois e eu não tenha problemas'', afirmou.
Ontem, Emerson voltou a treinar. Algumas finalizações depois, deixou o campo novamente sentindo as dores no tornozelo esquerdo. Ele não deve encarar o Vasco, domingo, e Tite já estuda as possibilidades para surpreender os cariocas em São Januário. Começou com Jorge Henrique e Romarinho, depois trabalhou por longo tempo com um dos dois ao lado de Guerrero.
Guerrero está louco para ''retribuir o calor'' da torcida com gols. Centroavante forte e também de velocidade, ontem deu uma demonstração no treino de que será duro um zagueiro ganhar uma disputa com ele. Marquinhos que o diga. Não conseguiu pará-lo nem na técnica e nem na velocidade.
Para Guerrero, não importa se o gol é bonito ou feio. O que interesse é a bola ir para a rede. ''Pra mim, qualquer gol serve, sou centroavante e qualquer um será bonito e espero marcá-los''.

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