Kimberley - Três pontos acima do olho roxo. Essas são as marcas de guerra do volante Diego Pérez, um gladiador que privilegia a eficiência sobre a estética. Ele é a imagem da equipe do Uruguai, um time de guerreiros que querem, acima de tudo, voltar a figurar entre os melhores do mundo.
Com 1,78 metro de altura e pesando 80 quilos, o jogador do Monaco esbanja resistência e seu compromisso com a equipe durante os 90 minutos faz com que seus companheiros também se desdobrem.
Foi assim contra a Coreia do Sul, quando ele foi considerado um dos melhores em campo. ''Nós sofremos muito, realmente tivemos dificuldades no fim da partida e sabemos que precisamos melhorar muito se quisermos passar às semifinais'', disse Pérez.
Ele começou a carreira no Defensor e, depois de quatro anos, transferiu-se para o PeÀarol. Em pouco tempo já estava na Europa. Aos 30 anos, o cão de guarda do técnico Oscar Tabárez sonha em ir mais longe. ''Contra Gana precisamos melhorar a posse de bola.'' Ele espera um jogo muito complicado.
Ontem, o treinador confirmou a presença de Pérez no confronto de sexta-feira. O volante havia apenas corrido no treinamento do dia anterior e chegou-se a especular que estaria machucado. Porém Tabárez tratou de afastar os boatos. ''Ele não treinou porque iríamos realizar exercícios de cabeçada, e como ele tem pontos no supercílio achei melhor poupá-lo. Ele joga, assim como o Forlán'', avaliou.
A maior dúvida da seleção uruguaia é outro Diego, o zagueiro Godín. Ele está tentando se recuperar de uma lesão muscular, e se não puder atuar Victorino continua na equipe.

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