para cumprir o regulamento do campeonato. O desembargador Rogério Braga ficou de decidir amanhã se cassa ou não a liminar. Numa outra frente de batalha, o departamento jurídico do Bahia obteve liminar na 8ª Vara Civil, garantindo condições de jogo para Bebeto Campos e Isaías, punidos por 29 dias de suspensão por doping. A argumentação usada foi um verdadeiro achado: a Constituição garante o direito ao trabalho dos jogadores. Já o Vitória contra-atacou no Tribunal de Justiça Desportiva da FBF: pediu a anulação do jogo Bahia 2 x 0 Vitória. Alegou que o Bahia não poderia jogar com Bebeto Campos e Isaías, embora, na data, ainda não houvesse sido realizado a contraprova do exame antidoping. A FBF disse que vai cumprir o que a justiça decidir. Manfredo Lessa, assessor jurídico da federação observou, contudo
que a FBF terá dificuldades para organizar a decisão na Fonte Nova, pois tudo havia sido esquematizado para o Barradão. Sobre a liminar que liberou os dois jogadores do Bahia, Lessa acentuou que o clube vai assumir um grande risco se colocar em campo Bebeto Campos e Isaías.Por Biaggio Talento Salvador, 12 (AE) - O Campeonato Baiano começou a ser decidido no Tapetão, na noite de sexta-feira, antes do jogo Bahia x Vitória, que será disputado amanhã. Até a manhã de hoje o torcedor não sabia onde o jogo seria realizado. A partida foi transferida do Estádio Manoel Barradas, mando de campo do Vitória, para a Fonte Nova, por determinação do juiz Clésio Rosa, da 17ª Vara Civil de Salvador. Uma outra liminar, obtida também na Justiça comum, liberou para o jogo, Bebeto Campos e Isaías, do Bahia, suspensos por doping. Finalmente, o Vitória entrou com pedido de anulação da primeira partida da decisão, vencida pelo Bahia por 2 a 0. Com tudo isso, o local do jogo só deve ser conhecido neste domingo. Há muito tempo que o campeonato estadual não era tão disputado. O Vitória não está medindo esforços para ganhar o título pois é o ano do seu centenário. Além do mais, não aceita perder tendo um elenco melhor que seu rival. Ocorre que o técnico Joel Santana arrumou o Bahia e acabou indo para a final com a vantagem de poder perder por uma diferença de um gol para ser campeão. Apesar da vantagem, a direção do clube decidiu dar uma "forcinha" fora de campo para garantir o título, buscando tirar a decisão do Barradão, onde o Vitória sempre se deu bem. Na final do segundo turno, foi no Barradão que o Vitória bateu o rival por 2 a 1. No dia do jogo, diretores do Bahia tiveram o acesso barrado à tribuna de honra, por determinação explicita do presidente do Vitória, Paulo Carneiro. Ele inclusive teria declarado às emissoras de rádio que no Barradão tinha mais autoridade que o governo do Estado. Foi baseado nessas declarações que a direção do Bahia bolou um plano para tirar o jogo do Barradão. Um "laranja", torcedor do clube, foi estimulado a recorrer à Justiça Comum (para o Bahia não ser punido). Roberto Passos, presidente do Clube de Regatas Itapagipe (que disputa competições de remo) entrou na 17ª Vara com pedido de liminar para transferir a partida para a Fonte Nova. Alegou que o maior estádio da cidade é que deveria ser o palco da decisão. O juiz Rosa aceitou a argumentação e concedeu a liminar. Ao tomar conhecimento, a Federação Baiana de Futebol (FBF) deu entrada num pedido de cassação da liminar no Tribunal de Justiça

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