São Paulo - O primeiro jogo da final da Copa do Brasil contra o Sport é quarta-feira, no Morumbi, mas o que está tirando o sono da diretoria do Corinthians é o duelo de volta, no dia 11, na Ilha do Retiro. Com receio da pressão dos torcedores rivais e até de problemas extracampo, o clube prepara um esquema de guerra para chegar ao Recife.
Praticamente está definido que a delegação só irá à capital pernambucana no dia da partida, uma quarta-feira. Como é inviável viajar direto de São Paulo - são cerca de três horas de vôo, o que desgastaria os atletas - a diretoria estuda montar base em uma outra cidade do Nordeste. São duas as opções: ficar na capital de um estado próximo ou em uma cidade já de Pernambuco, mas afastada do Recife.
Por enquanto a primeira opção é a preferida e duas cidades são analisadas - Maceió (AL) e João Pessoa (PB). Pela proximidade, a capital da Paraíba é a ideal. São 104 quilômetros, distância que poderia ser percorrida de ônibus. É mais perto, por exemplo, do que se deslocar de São Paulo para jogar em Limeira, no interior paulista, distante 150 quilômetros. A questão é arrumar um campo para trabalhar em João Pessoa. A diretoria já pensa em viajar no domingo à noite ou segunda-feira pela manhã - no sábado que vem tem jogo contra o Barueri, fora de casa.
Por isso a opção por Maceió pode ser mais atraente, já que a estrutura dos clubes locais é melhor. A capital alagoana está a 202 quilômetros de distância, percurso que também poderia ser percorrido por ônibus. Só que nesse caso a diretoria talvez opte por vôo, que pode ser fretado. A idéia de ficar em uma cidade de Pernambuco esbarra na falta de estrutura dos locais analisados e na possível presença de torcedores do Sport, que poderiam causar os mesmos problemas da capital.
Pendurados
O técnico Mano Menezes tenta minimizar o assunto, mas há a preocupação de um dos quatro jogadores que estão pendurados para o segundo jogo da final contra o Sport. As duplas de zaga, formada por Chicão e William, e de ataque, com Herrera e Dentinho, chegam à partida de quarta-feira, no Morumbi, com dois cartões amarelos.
''O ruim é a divulgação disso. Quanto menos se falar é melhor. Mas não há muito o que fazer para impedir cartão. Talvez evitar falta no ataque, porque atrás não tem como orientar a não fazer'', comentou Mano Menezes. Ele teme que a exposição dos pendurados influencie na atuação do árbitro, ainda não definido. Na semifinal, contra o Botafogo, quatro pendurados receberam cartão na primeira partida.
Já o meia-atacante Lulinha não preocupa. O jogador deixou a partida contra o Fortaleza com dores na região da bacia, depois de cair numa escadaria do Pacaembu, e será examinado nesta segunda-feira, mas é improvável que não possa atuar. ''Estou sentindo dor, mas não vou ficar fora da partida decisiva de maneira nenhuma. Meu tratamento vai ser intensivo para estar em campo, e bem, contra o Sport'', afirmou o garoto.

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