'Guerra dos Pneus' marca treinos da F-1
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quinta-feira, 28 de junho de 2001
Agência FolhaDa França 
Anunciada no final de 1999, a tão propalada guerra dos pneus deve, enfim, explodir hoje na F-1. O cenário será a pista de Magny-Cours. A ocasião, o primeiro treino livre para o GP da França. De um lado, a Michelin, fornecedora da Williams, está confiante pelo fato de correr em casa. Sua fábrica fica em Clermont-Ferrand, a 150 quilômetros do autódromo, mas foi em Magny-Cours que os franceses passaram o último ano fazendo testes.
Do outro lado está a Bridgestone, fornecedora de Ferrari e McLaren, que promete contra-atacar a evolução da Michelin. Para a França, os japoneses criaram às pressas um composto inédito de borracha, com base nos dados de telemetria dos últimos treinos.
Como as equipes estavam impedidas de testar nesta semana, esse novo pneu não pôde ser avaliado. A primeira experiência só vai ser feita hoje pela manhã.
Qualquer que seja o vencedor desse primeiro confronto, o seu efeito já é certo: os tempos de volta registrados na prova do ano passado vão ser aniquilados. Nesta temporada, na média, os tempos das poles positions estão sendo dois segundos mais baixos em relação aos do ano passado.
A maior diferença aconteceu logo na primeira etapa da temporada, na Austrália. O tempo da pole de Michael Schumacher ficou 3s552 abaixo da marca obtida por Mika Hakkinen em 2000.
O que parecia ser uma eventualidade acabou se consolidando e virou uma constante neste Mundial. Em Nurburgring, o tempo da pole de 2000 foi superado já na sexta-feira.
Essa melhora repentina é creditada à borracha. Entre os engenheiros, é senso comum dizer que o pneu é único item dos carros capaz de torná-los um segundo mais rápido em um curto prazo.


