São Paulo, 18 (AE) - A Universidade Guarulhos busca sábado a sua reabilitação no playoff da segunda fase da Superliga Feminina de Vôlei, em Barueri. A equipe foi derrotada pelo MRV/Minas na primeira partida da série melhor-de-três por 3 a 1, com parciais de 25/16, 33/31, 23/25 e 25/15, em Belo Horizonte. Além de enfrentar um adversário difícil, a equipe tenta superar as dificuldades causadas por uma séria crise financeira.
A Universidade Guarulhos está atrasando o repasse das verbas para a administração do time e o pagamento dos salários das atletas. "Estou insegura quanto às condições da UnG de conseguir cumprir seus compromissos com a equipe", disse hoje a atacante Ana Moser. "Já renegociamos o contrato, quando abrimos mãos de vários itens, e mesmo assim o patrocinador não tem feito os pagamentos conforme o combinado." A renegociação do contrato inicial foi feita no mês passado. A UnG alegou dificuldades financeiras por causa do alto índice de inadimplência dos alunos e as jogadoras aceitaram parcelar os salários.
Em vez dos pagamentos normais de janeiro a maio, quando vence o contrato, os salários seriam pagos até outubro (50% por mês). "A insegurança é maior porque só consigo me comunicar com a UnG por fax", disse a jogadora". "A situação fica difícil porque algumas jogadoras não recebem o dinheiro acertado na carteira profissional desde outubro."
O diretor-técnico da equipe, José Roberto Guimarães, admite que é difícil motivar a equipe. Ele revela que já chegou a pôr R$ 49 mil de seu bolso no orçamento do time. "Espero que a UnG tenha condições de cumprir seus compromissos", comentou. "Mostramos ter um time responsável ao passar para o playoff justamente na pior fase da crise financeira."

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