Campinas, SP, 21 (AE) - Quando Luiz Roberto Zini renunciou à presidência do Guarani, depois de quase dez anos de relações tumultuadas com treinadores com os quais queria dividir a atribuição de escalar o time, a nova diretoria do clube encontrou em Carlos Alberto Silva, um homem de estilo centralizador, a solução para diluir sua própria inexperiência administrativa. A tática deu certo.
Carlos Alberto levou o Guarani ao playoff do Campeonato Brasileiro e mandava em tudo no clube. Mandava tanto que a torcida dizia que antes o Guarani tinha um presidente que queria ser treinador e com Carlos Alberto tinha um técnico que queria ser presidente. A partir deste domingo, o Guarani não terá nem um presidente-treinador, nem um treinador-presidente. No banco estará o recém-contratado Ricardo Gomes, que faz sua estréia no futebol paulista e terá em mãos a mesma base do time bem sucedido que foi armado por Carlos Alberto Silva, agora no Santos.
O maior problema que a equipe terá, além da perda de metade da defesa - o zagueiro Marinho foi vendido para o Grêmio e o lateral-esquerdo Rubens Cardoso para o Santos -, é o pouco tempo de preparação. O Guarani não fez pré-temporada e está treinando há apenas 15 dias.
Os principais reforços da equipe vieram do Gama, de Brasília: o atacante Fernando Fumagalli, o zagueiro Jairo, o lateral-direito Marcinho, o meia Lindomar e o atacante Romualdo. O Guarani trouxe também o zagueiro Emerson, do Grêmio, o atacante Ronaldinho, do Criciúma e o lateral-esquerdo Gustavo, do Santos. A equipe terá de volta também o zagueiro Sorlei, que passou quase todo o ano passado contundido. Time-base: Gleguer; Rafael, Sorlei, Marcelo Souza e Gustavo; André Gomes, Renatinho, Luiz Fernando e Lindomar; Marcinho e Romualdo. Técnico: Ricardo Gomes.

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