Campinas - A surpreendente campanha do Guarani no Brasileirão tem sido creditada, quase que totalmente, ao técnico Jair Picerni. Mas quais seriam os segredos deste profissional que conseguiu grandes feitos em times de nível médio? Esta é a pergunta que intriga seus adversários, mas deixa os dirigentes do time campineiro satisfeitos.
Na verdade, Picerni assumiu um time desmoralizado uma semana antes do início da competição. Após o período de pré-temporada, o Guarani foi último colocado num quadrangular disputado em Marília, com participação do time local, do União São João e do Juventude. ''Ali, foi o estopim para a mudança'', reconhece o diretor Sidney Pavan, que acompanha o futebol do clube há 30 anos. Partiu dele a indicação de Picerni para substituir Zé Mário. A aposta deu certo.
''Não há segredo, tanto que todos me conhecem. Jogamos um futebol simples, sem estrelas e competitivo. Sempre foi assim'', garante o técnico. É verdade. Esta foi a característica de seu primeiro time profissional, a Ponte Preta, em 1981, quando sagrou-se vice-campeão paulista. Também levou a Portuguesa ao segundo lugar em 1985, um ano depois de conquistar a inédita medalha de prata na Olimpíada de 1984, em Los Angeles.
Mais recentemente transformou o desconhecido São Caetano no maior destaque nacional, conseguindo dois segundos lugares nacionais e também o vice-campeonato da Taça Libertadores da América.
Para quem acompanha o dia-a-dia, não existe segredo, além de muito trabalho. ''Picerni consegue posicionar seus jogadores muito bem em campo'', atesta o auxiliar, Jair Squarizi. ''Ele usa o psicólogico com habilidade'', ressalta Antonio Augusto Pardal, seu preparador físico na Olimpíada.

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