Campinas - Abril de 2001. Estádio Brinco de Ouro, em Campinas. Com o empate por 0 a 0 diante da Portuguesa Santista, o Guarani é rebaixado para a Série A-2 do Estadual. Quase dois anos depois, diante do mesmo adversário, só que agora no Estádio Ulrico Mursa, o time de Campinas almeja mais que a classificação para as semifinais do Campeonato Paulista. No jogo contra a Portuguesa Santista, hoje, às 20h30, em Santos, o Guarani tenta se redimir do maior fracasso de sua história.
O time do técnico Giba precisa de uma vitória diante da Santista para enfrentar São Paulo ou Santo André na próxima fase da competição. Alçado, novamente, à elite estadual graças às alterações no calendário do futebol brasileiro, os dirigentes do Guarani repudiam o termo ''virada de mesa'', mas, reservadamente, admitem que o bom desempenho no Paulista 2003 apagaria o rebaixamento. ''Eu nem penso mais nisso. As coisas mudaram, os calendários mudaram. Às vezes, tem de ter sorte'', afirmou o presidente do clube, José Luiz Lourencetti.
Nem o bom desempenho da Santista o time do técnico Pepe teve o segundo melhor aproveitamento na primeira fase, com cinco vitórias e um empate preocupa o Guarani. ''Desta vez, não cometemos os mesmos erros de anos anteriores. Montamos um time para disputar o título. O Guarani vai bem fora de casa'', disse Lourencetti.
Com a necessidade da vitória, o Guarani deve ficar vulnerável à principal arma do rival, os contra-ataques. Com uma média de 11 lançamentos por partida, o time de Pepe também tem o artilheiro da competição, o atacante Rico, com sete gols. ''O gramado do Ulrico Mursa é ruim e pequeno. Isso favorece o adversário'', afirmou Giba.

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