Guálter Salles deve correr no Rio
PUBLICAÇÃO
sábado, 11 de abril de 1998
José Emílio Aguiar Agência Estado 
Arquivo FolhaGuálter tem convites da Payton-Coyne, Rahal, Patrick e Tasman A boa atuação em Long Beach poderá valer ao brasileiro Guálter Salles a oportunidade de pilotar no GP do Brasil de Fórmula Indy, dia 10 de maio, e a vaga num time competitivo em 99. Salles só tinha acordo para correr duas provas na Payton-Coyne e não participará do GP de Nazareth, dia 26, mas negocia com Dale Coyne para voltar no Rio.
Para 99, Salles pode sonhar mais alto. Ele foi procurado por três donos de equipe no domingo. A façanha de ter levado um Reynard 97, com motor 97, à segunda fila do grid - o melhor resultado da modesta Payton-Coyne desde que Roberto Moreno foi terceiro na U. S. 500 de 96 - chamou a atenção de Bobby Rahal, Steve Horne e Pat Patrick.
O tricampeão Rahal já anunciou que se aposenta no fim do ano e procura um piloto. Rahal tem apoio de Miller e Shell, um ótimo pacote (Reynard-Ford-Firestone) e sondou Salles para ser piloto de testes - com chances de assumir o seu lugar em 99. Salles não quer festejar antes de uma proposta formal. Mas reconhece que correr na Rahal seria um sonho. É a melhor equipe com carro disponível.
Com o aumento da sofisticação tecnológica, as equipes da Indy começam a pensar em ter piloto de testes, o que é praxe na F-1. Salles poderia assumir esta função na Patrick. Pat Patrick, um fã do piloto desde que ele se revelou na Indy Lights, retomou as conversas. Segundo a imprensa inglesa, o dono da Patrick quer voltar a desenvolver o chassi Lola, hoje exclusivo da Davis.
Salles conversou também com Steve Horne, dono da Tasman, que já tem o brasileiro Tony Kanaan. Horne oferece um segundo carro para cinco provas - Cleveland, Mid-Ohio, Elkhart Lake, Laguna Seca e Austrália - caso a Honda aceite fornecer os motores. Salles precisaria de US$ 800 mil.


