O Cam­peo­na­to Bra­si­lei­ro da GT3 des­fi­la­rá pe­la pri­mei­ra vez em Lon­dri­na, no mês de ju­lho. Se­rá a opor­tu­ni­da­de do pú­bli­co lo­cal ver de per­to aque­les car­ros len­dá­rios – das pis­tas e dos fil­mes –, que fa­zem par­te do ima­gi­ná­rio dos aman­tes do au­to­mo­bi­lis­mo em to­do o mun­do, co­mo Pors­che, Lam­borg­hi­ni, Fer­ra­ri e Cor­vet­te.
  No Bra­sil des­de 2007, a GT3 é uma das atra­ções do mo­men­to. Ela não tem o mes­mo ape­lo de mí­dia que a ­Stock Car V8, pe­lo fa­to de não ter (por en­quan­to) pro­vas exi­bi­das em te­vê aber­ta. Mas seu ­grid é mui­to ­mais cha­mo­so que o da ­Stock, que con­ta com car­ros de mo­to­ri­za­ção úni­ca, ape­nas mo­di­fi­ca­dos por fo­ra pe­la ca­re­na­gem. Na prá­ti­ca, os ­Stock são ‘‘­bo-lhas’’ mon­ta­das so­bre o mes­mo chas­si e o mes­mo mo­tor V8 ame­ri­ca­no.
  Já a GT3 uti­li­za pos­san­tes car­ros de se­te fa­bri­can­tes eu­ro­peus e nor­te-ame­ri­ca­nos, al­guns com 10 e ou­tros com até 12 ci­lin­dros. O rá­pi­do Pors­che 911 é uma ex­ce­ção en­tre os ‘‘­pesadões’’, com um mo­tor de ‘‘­apenas’’ ­seis ci­lin­dros e 3.6 li­tros. O ­maior mo­tor do ­grid é o do Dod­ge Vi­per Cou­pe, um V10 de 8.3 li­tros. Co­mo são car­ros de mon­ta­do­ras di­fe­ren­tes, for­mam um ver­da­dei­ro cam­peo­na­to de mar­cas, as­sim co­mo a Fór­mu­la 1.
  A GT3 sur­giu co­mo um Cam­peoan­to Eu­ro­peu em 2006, e na­que­le tor­neio con­ti­nen­tal con­ta com apro­xi­ma­da­men­te 40 car­ros. Po­rém, de­vi­do ao su­ces­so e ao in­te­res­se de mui­tas no­vas equi­pes, ­seis paí­ses de­ci­di­ram ­criar tam­bém os ­seus cam­peo­na­tos na­cio­nais: In­gla­ter­ra, Fran­ça, Ale­ma­nha, Itá­lia, Bél­gi­ca e Bra­sil. A GT3 Bra­sil tem 17 a 21 car­ros por tem­po­ra­da. No ano pas­sa­do, o cam­peão foi um ­Ford GT, pi­lo­ta­do por An­dreas Mat­theis e ­Xandy Ne­grão. Fo­ra do Bra­sil, o Lam­borg­hi­ni Gal­lar­do rei­nou, ga­nhan­do os tí­tu­los eu­ro­peus, ita­lia­no e fran­cês. (J.K.)

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