Grupo tenta ressuscitar o Grêmio Esportivo Maringá
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sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
Thiago Mossini<br> Reportagem Local 
Um grupo de empresários, políticos e profissionais liberais pode devolver ao torcedor maringaense um de seus orgulhos do passado. Diante do abandono da Adap Galo do futebol profissional, será apresentado nos próximos dias o novo Grêmio Esportivo Maringá (GEM), que ressuscita repaginado e em forma de empresa.
A iniciativa partiu do ex-presidente do primeiro GEM, Elnio Pohlmann, 64 aos, que comandou o time bicampeão paranaense em 63 e 64. A empresa já está em fase final de legalização e deve ser apresentada com um jantar, no próximo dia 22, como presente de Natal para os torcedores maringaenses. São 160 pessoas que compõem o quadro acionista, liderados pelo advogado Umberto Becker, que será o presidente. O clube terá uma diretoria, com conselho fiscal, conselho deliberativo, eletivo e vitalício, além de um conselho de ética, o qual tratará das penalidades a serem aplicadas àqueles que transigirem às regras, legislação esportiva e o próprio estatuto do clube. Já existe até projeto para sócios-torcedores.
''Depois do fim da Adap, achamos por bem levantar essa bandeira. Será um clube com raízes em maringá, sem forasteiros, com pessoas daqui'', argumentou Pohlmann, dizendo que não teme a falta de apoio da cidade, principal motivo alegado pela Adap Galo para deixar o futebol profissional. ''O time deles era exclusivamente para exportar jogadores e não se preocupavam com resultados. O maringaense não aceita ter um time para ser saco de pancadas'', alfinetou.
De acordo com o ex-dirigente, a idéia inicial era dar o nome de Metropolitano Atlético Clube. Porém, uma pesquisa feita por um instituto da Cidade Canção apontou uma preferência do torcedor pelo nome que já deu orgulho à cidade um dia. ''Foram 65% de votos para o Grêmio Esportivo Maringá. Não há como contestar a vontade do povo'', disse Pohlmann.
O projeto, a médio prazo, prevê o início dos trabalhos com a equipe profissional a partir de abril. O time, porém, terá que disputar a terceira divisão do Paranaense, ao menos que aconteça uma fusão com o Maringá Iguatemi, que foi o último colocado da Divisão de Acesso de 2008, e consiga entrar já na Segundona estadual.
O distintivo já está pronto, assim como o modelo de camisa, que terá as tradicionais listras pretas e brancas na vertical, tanto na frente como nas costas, como o primeiro GEM.


