Grupo fácil preocupa meninas do vôlei
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sexta-feira, 13 de agosto de 2004
Agência Folha 
Atenas - Apontada como uma das favoritas para a conquista de medalha em Atenas, a seleção feminina de vôlei faz sua estréia hoje diante do Japão, às 8 horas (de Brasília). Após a conquista do Grand Prix 2004, o time comandado por José Roberto Guimarães terá de lutar contra a pressão externa, mesmo jogando em um grupo considerado fraco na primeira fase.
Zé Roberto cita a partida contra as japonesas como tecnicamente complicada, mas aposta no fato de fazer parte do grupo mais fácil da competição. A chave do Brasil conta com Coréia, Quênia, Itália e a Grécia, além do adversário de amanhã. No Grupo B, brigam pelas vagas as seleções da Alemanha, China, Cuba, Estados Unidos, República Dominicana e Rússia.
Até então, o técnico só demonstra apreensão com as fases seguintes do torneio. ''O problema dos Jogos Olímpicos são os cruzamentos. Se você pega um grupo fácil no início, não se prepara tanto para a competição eliminatória. Essa é a preocupação'', afirmou. Ele acredita que o Brasil possa ter problemas em qualquer uma das próximas etapas, devido à força dos adversários que jogam o outro grupo.
Para a partida de hoje, a equipe que entra em quadra é mantida sob sigilo. Zé Roberto não quer gerar especulações antes da hora, e pretende tirar proveito da situação frente às adversárias. Com base nos treinos realizados em Atenas, a provável formação será a mesma que disputou a final do Grand Prix, no mês de julho.
Segundo ele, só haverá mudanças na partida contra o Quênia, para que todas as atletas ganhem ritmo e entrosamento. O treinador da equipe aposta em um dos fundamentos para conseguir um triunfo diante das japonesas: o saque que ''não é tão potente mas, taticamente, complica o adversário.''
Afinada com ele, a levantadora Fernanda Venturini também prefere descartar o favoritismo e acredita em uma estréia complicada. ''Não vai ser um jogo simples contra o Japão. Se não entrarmos com um saque bom, elas contra-atacam direitinho. Há oito anos que elas não vêm para os Jogos Olímpicos e, com certeza, vão vir empolgadas'', afirmou a jogadora, bronze com a seleção em Atlanta-96.


