Grupo de torcedores protesta e escolhe Cenci e Neizinho
Não é fácil torcer pelo Londrina, um clube cuja história oscila entre a glória e a mediocridade. Ontem, os torcedores de verdade, os que pagam ingresso para um programa que a cidade praticamente deixou de lado nos últimos anos, mais uma vez tomaram as ruas da Vila Casoni com a cara amarrada, questionando sua fidelidade ao time do coração.
''Foi a primeira vez que vim no estádio neste campeonato e não volto mais. Nós não temos time. O ataque é uma piada. Não adianta'', desabafou o autônomo José Francisco Nunes Silveira, 52 anos. ''Antigamente valia à pena. Tinha pelo menos jogadas bonitas. Hoje não tem nada''.
Silveira é torcedor maduro, aquele que já trocou as manifestações raivosas junto ao alambrado pela caminhada solitária e desiludida rumo à realidade da vida.
Mas a ''turma do amendoim'' fez coro forte no final do jogo. Os torcedores se aglomeraram próximo ao vestiário e ''metralharam'' com xingamentos o time e a diretoria. Enquanto os jogadores desciam o túnel do vestiário cabisbaixos, a sinfonia de apupos incomodou muitos ouvidos. Impossível para Ivair Cenci e Neizinho, a dupla de vilões eleita no protesto, ignorar que o torcedor pouco mais de 1,3 mil no domingo frio já está com a paciência esgotada. ''Eles estão certos, pagaram ingresso e o time não venceu. É uma coisa normal'', disse Cenci, polido.
Reforços Em meio à má fase, duas novidades para a torcida. O meia-ofensivo Wéslei, 22 anos, que defendeu a equipe no Superparanaense, acertou seu retorno ao clube. O atacante César, também de 22 anos, revelado pelo Atlético Paranaense, passou pela fase de testes e foi incorporado ao elenco. (L.F.M.)





