O grupo de parapente de Londrina que começou pequeno, como um clube de amigos, hoje já conta com 14 assíduos praticantes. Sempre aos sábados e domingos, eles abandonam pranchetas, cadernos, plantas e computadores, e comem poeira até onde fica a pista de decolagem.
Entre eles, está o construtor Ailton Tomé de Oliveira. Ele conta que começou no parapente para ''desestressar e conseguir aproveitar um pouco mais a natureza''. ''Nunca fiz esportes radicais e no primeiro vôo sozinho a gente fica nervoso e 'adrenado', mas encara. Depois, é só curtir o visual'', revela.
Como ''passarinho'' de primeira viagem, ele garante que o praticante consegue ''pegar'' fácil os segredos do esporte. ''É bem viciante. Quando a gente começa, não vê a hora que chega o final de semana ou um feriado prolongado para praticar'', confessa.
Para quem quer encarar essa aventura, relato minha experiência num vôo duplo. Como repórter, nunca tinha praticado nenhum esporte radical e preciso dizer que na decolagem dá um certo receio de que aquelas cordinhas fininhas vão mesmo suportar o peso de duas pessoas. Além disso, tem a altura do morro que, de início, assusta um pouco. Mas quando você vê seus pés livres e as árvores passando rápido lá em baixo já não dá mais para voltar atrás. O jeito é curtir o vôo e brincar com os suaves caminhos criados pelo vento. (L.A.)

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