O drama dos jogadores do Londrina/TIM não chegará ao fim enquanto perdurar a greve dos funcionários públicos municipais, que hoje alcança os 18 dias. Os jogadores não recebem salários há dois meses. O presidente da Fundação de Esportes de Londrina (FEL), Marival Antônio Mazzio, explicou ontem que entrou em contato com o secretário municipal da Fazenda, Wilson Sella, na tentativa de acelerar o repasse da primeira parcela do Fundo Municipal de Incentivo a Projetos Esportivos. Mas, segundo Mazzio, o secretário lhe disse que a greve dos servidores inviabiliza a execução do repasse, no valor de R$ 78 mil. ''Não há funcionários na secretaria da Fazenda para tomar as medidas necessárias para que o repasse seja concretizado'', observou Mazzio.
Como os R$ 78 mil não serão suficientes para que o clube salde todas as dívidas, com atletas, comissão técnica e credores, Mazzio garantiu que o segundo repasse, em valores próximos aos R$ 58 mil, será liberado tão logo o clube preste contas do primeiro. ''Vai depender da agilidade do clube'', completou. Para receber o segundo repasse, o clube precisará comprovar em detalhes e com notas fiscais o destino do dinheiro da primeira parcela.
A notícia não era a esperada pelos jogadores do Londrina/TIM. Mesmo assim, eles voltaram a treinar na manhã de ontem, no Ginásio Moringão, depois da paralisação realizada no treino de terça-feira. A partir de agora, os treinos serão realizados somente uma vez ao dia, até mesmo para reduzir gastos com lavanderia e com o deslocamento dos jogadores ao local da atividade.
Por outro lado, os atletas se comprometeram a participar de todos treinos previstos. ''Foi uma boa solução até porque alguns jogadores fazem faculdade à noite'', frisou o técnico Ênio Vecchi.
Para não fugir à rotina, o técnico ganhou mais um problema para o jogo com a Telemar, amanhã, às 20 horas, no Moringão. O pivô Bruno Fiorotto, um dos mais regulares do time, torceu o tornozelo em uma jogada com o ala Eduardo e dificilmente terá condições de atuar. Vecchi deverá aproveitar o treino de hoje para buscar alternativas que supram o desfalque de Fiorotto.
Pensão Já o pivô Jonny teve um dia mais tranquilo ontem depois que o diretor-técnico do Londrina/TIM, Vinícius Fontana, convenceu sua esposa a ter mais paciência com a falta do pagamento da pensão alimentícia dos filhos. Na terça-feira, um oficial de Justiça esteve no Moringão procurando o atleta que não paga a pensão há dois meses mesmo período que está sem receber do clube. ''Eu me comprometi com ela, que assim que o Jonny receber o salário, eu vou avisá-la'', contou o diretor.

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