Buenos Aires - A greve geral protagonizada por três centrais sindicais argentinas ontem teve efeitos colaterais para o time do Botafogo, que ficou paralisado durante o dia em Buenos Aires, sem poder viajar de volta ao Rio de Janeiro, após ser eliminado da Copa Libertadores, na noite de quarta-feira.
O time havia adquirido passagens da Aerolíneas Argentinas, companhia estatal que - junto com sua subsidiária Austral - aderiu à paralisação geral contra a política econômica da presidente Cristina Kirchner.
Durante boa parte desta quinta os integrantes da delegação do Botafogo permaneceram no Hotel Sheraton, à espera de uma definição sobre sua viagem de volta ao Brasil. O time finalmente conseguiu passagens para retornar no voo da companhia Emirates, que partiria às 21h30 desta quinta do aeroporto internacional de Ezeiza. O desembarque está previsto para as 0h30 da madrugada desta sexta.
Na noite da última quarta-feira, o Botafogo foi eliminado da Libertadores ao ser derrotado pelo San Lorenzo por 3 a 0. Com o revés, o time carioca não conseguiu ficar com uma das duas vagas do Grupo 2. "A equipe não esteve em campo. Inaceitável o rendimento. Surpreendente", afirmou o técnico Eduardo Hungaro, que corre sério risco de demissão.

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