Greve esquenta clima no Paraná
Curitiba - O clima de tranquilidade que predominou na Vila Capanema no último mês, graças à boa fase do Paraná dentro de campo, foi encerrado ontem, de forma insólita. Com o pagamento de seus salários atrasado em mais de 30 dias - o dobro do tempo no caso dos direitos de imagem -, os jogadores paranistas resolveram entrar em greve, cobrando da diretoria a resolução do caso.
A decisão foi anunciada pouco antes dos treinos da manhã, quando os atletas reuniram-se com Paulo Welter e Beto Amorim, responsáveis pelo Departamento de Futebol do clube, comunicando que só voltariam ao trabalho se recebessem ao menos parte dos vencimentos em atraso. À tarde, após reunião com o presidente Aurival Correia, e com a promessa de outra conversa, hoje pela manhã, com Aquilino Romani, que assume a presidência em janeiro, os jogadores voltaram a trabalhar, preparando-se para enfrentar o rebaixado Fortaleza. Jogo antecipado para sexta-feira à noite, na Vila, que marca o final da temporada para o Tricolor.
Sem muito a fazer nesta última rodada da Série B, o Paraná não terá dois titulares no confronto com o rebaixado Fortaleza: o goleiro Zé Carlos e o lateral-esquerdo Fabinho. O jovem Luiz Carlos e Márcio Goiano devem ser os substitutos escolhidos pelo técnico Roberto Cavalo, que ainda negocia sua permanência e pode fazer alguns testes neste jogo de despedida de 2009. (L.B.)





