Johannesburgo - O jogo de ontem do Brasil foi alvo de mais uma greve e protesto de agentes de segurança se queixando de salários baixos, enquanto o problema se espalha e já afeta metade dos estádios do Mundial. A Agência Estado presenciou a demissão de dezenas de trabalhadores que haviam entrado em greve. Para garantir que a partida ocorresse, os organizadores da Copa do Mundo tiveram de apelar mais uma vez para que a polícia passasse a controlar o estádio.
Nas ruas próximas ao local da partida do Brasil, mais de mil agentes em greve tentavam chegar próximo ao local da partida. Dos dez estádios do Mundial, cinco enfrentam greves e foram repassados à polícia civil. Mais de 4 mil funcionários de segurança no país estão em greve e o sindicato pede que a Fifa intervenha para garantir o pagamento dos salários.
Policiais armados com bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha evitaram que os mais de mil manifestantes pudessem avançar no meio da tarde em Johannesburgo. Duas horas antes do jogo, mais uma vez cerca de 150 grevistas tentaram chegar perto do estádio. ''Essa Copa é uma enganação. Não ganhamos o que nos foi prometido. Todos nos diziam que o Mundial nos traria vantagens. Não vejo nada de positivo'', afirmou Daniel, um dos manifestantes. Segundo ele, seu salário já foi reduzido de US$ 59 por dia para apenas US$ 25.
Os mais de mil manifestantes cantavam, enquanto a polícia apenas observava. ''Em todos os lugares, nós temos direitos'', cantavam. Para acabar com os protestos, a empresa pagou cerca de US$ 25 a cada um dos manifestantes e promoveu a demissão de muitos deles.

mockup