Jairo Gomes
De Londrina
Terminou a novela – e com um final feliz: Londrina vai continuar disputando a Superliga Nacional de Vôlei Feminino, que terá início em dezembro. A definição ocorreu ontem à tarde, quando o diretor de eventos da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), Maurício Levi, encontrou-se com o prefeito Antonio Belinati (PFL). Antes, ele esteve conhecendo a estrutura da modalidade na cidade. Levi recebeu a promessa do prefeito de que um time londrinense irá disputar a competição. Além da palavra, Levi também levou uma carta de Belinati confirmando a participação londrinense.
O prazo final para inscrição dos times para a disputa da temporada 1999/2000 termina na quinta-feira, quando já deverão ser divulgados a tabela e o regulamento da competição. Além de Londrina e do Rexona, de Curitiba, o Paraná pode ter mais um representante na Superliga: trata-se do Cascavel, que está se acertando com um patrocinador.
O vereador Beto Scaff (PSDB), que será o coordenador da modalidade em Londrina, disse que teve atendida a sua reivindicação perante ao prefeito. Ele queria o mesmo tratamento dado ao basquete, que já disputa a Liga Nacional – e conseguiu. Dentro da Lei de Incentivo ao Esporte Amador, o vôlei deverá receber R$ 20 mil mensais da prefeitura. Segundo Beto Scaff, o custo total para a Superliga (de dezembro a maio) deve ficar entre R$ 320 mil a 350 mil. Segundo ele, o restante do dinheiro será conseguido ‘‘junto a outros parceiros’’.
Scaff adiantou que a Aguativa, que já patrocinou o vôlei, o basquete e patrocina o futsal, poderá coloborar com o novo time. ‘‘Tenho outros nomes, mas não posso revelar agora’’, disse. O Grêmio Londrinense deverá ser o time da cidade na Superliga, no lugar da Associação Banestado, que disputou a última temporada, pois já conta com toda uma infra-estrutura para a modalidade. O técnico deverá ser Percy Oncken, que recentemente ficou em sétimo lugar na direção da seleção brasileira de vôlei-infanto juvenil masculino no Mundial disputado em Riad, na Arábia Saudita. Oncken também já dirigiu o time masculino do Grêmio.
Quanto à formação do time, a partir de hoje os dirigentes começam a se movimentar atrás de reforços. Beto Scaff vai entrar em contato com a CBV para saber dar jogadoras que ainda ‘‘estão disponíveis no mercado nacional’’. Ele acrescentou que ‘‘se o time tiver 16 jogadoras, oito serão de fora e as outras oito sairão do trabalho de base do Grêmio’’.
Maurício Levi disse que este trabalho que o Grêmio vem fazendo com o vôlei tem tudo para dar certo. Segundo ele, as meninas que estão nas equipes de base podem vir a ser aproveitadas num futuro próximo, adequirindo experiência com as atletas que vêm de fora.

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