Porto Alegre - Sem recursos financeiros, às voltas com uma dívida próxima a R$ 130 milhões, o Grêmio vai ter de repetir a fórmula da garimpar jogadores rodados, disponíveis e baratos e misturá-los aos jovens formados no Olímpico para fazer uma boa campanha na Série A do ano que vem. A primeira providência é permanência do técnico Mano Menezes a renovar o contrato.
O treinador fez sucesso no interior do Rio Grande do Sul montando equipes de ponta para os padrões estaduais graças a muita observação dos campeonatos regionais. Repetiu a fórmula ao remontar o Grêmio na Série B deste ano, quando identificou a disponibilidade do zagueiro Pereira, do volante Sandro Goiano e do atacante Ricardinho, e chamou-os para mudar o perfil técnico e psicológico do time, para melhor, em meio à competição. ''O futebol brasileiro é rico e sempre é possível montar boas equipes'', comenta Menezes. Antes de sair garimpando o novo time, terá de saber quem fica e quem sai do Olímpico.
Os contratos de Patrício, Pereira, Domingos, Marcel e Ricardinho, todos jogadores decisivos na campanha deste ano, vencem no final de dezembro. Com a perspectiva de jogar na Primeira Divisão, é possível que a maioria deles aceite a renovação. A negociação mais difícil tende a ser com Ricardinho, vinculado ao Palmeiras, que pode ser convocado a voltar a São Paulo ou repassado a algum clube do exterior.
O dublê de meia e atacante Anderson, autor do gol do título da Série B, tem vínculo com o fundo de investimentos português Gestifute, mas pode ficar no Olímpico por mais seis meses. O Porto, primeiro interessado no jogador, tem dúvidas sobre a legalidade do registro de estrangeiros menores e pode esperar até o segundo semestre de 2006 para contar com Anderson sem preocupar-se com eventuais sanções da Fifa. O jogador completa 18 anos em abril.

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