Agência Estado
De Porto Alegre
O Grêmio está empenhado em manter o atacante Ronaldinho no Estádio Olímpico, embora sustente que amanhã terá uma reunião agendada com representantes do Leeds United para ouvir a proposta do clube inglês pelo passe do jogador. Se for confirmada a oferta de US$ 80 milhões do Leeds, conforme anunciou a direção gremista, isto daria ao jogador US$ 12 milhões, correspondentes aos 15% que teria direito na transação.
No domingo, o Leeds negou a oferta, mas admitiu interesse no atacante. Ontem o clube desmentiu, inclusive, a reunião em Porto Alegre. A direção gremista informou ontem que não iria divulgar o fax que teria recebido do Leeds apresentando a proposta.
‘‘Se o negócio não for concretizado, o Grêmio vai ter que renegociar com Ronaldinho em função da valorização que o jogador teve’’, analisou o vice-presidente de futebol do clube, Antônio Vicente Martins. Além de aumentar o salário de Ronaldinho, o Grêmio planeja antecipar a renovação de seu contrato, que terminará em fevereiro de 2001.
Os recursos para isto poderiam sair da International Sports Leisure (ISL), empresa de marketing esportivo. ‘‘É uma parceira que nós temos e que tem interesse na permanência do jogador, que é o mais valorizado da atualidade’’, observou Martins.
A direção gremista quer conversar com o jogador e sua família. Ronaldinho declarou várias vezes, na semana passada, que gostaria de permanecer no Grêmio mais algum tempo. Se receber um ‘‘sim’’ do atacante, o clube partirá em busca de recursos para oferecer ao artilheiro do Pré-Olímpico, que ganha cerca de R$ 50 mil mensais.
O Grêmio tem outra preocupação para o futuro. Mesmo que consiga um acerto salarial, é fundamental antecipar a renovação de contrato para fugir dos efeitos da Lei Pelé. O Grêmio fez um estudo jurídico da lei e concluiu que o contrato de Ronaldinho não seria afetado por ela, pois terminará antes da entrada em vigor da medida. Desta forma, segundo a avaliação, o jogador não teria passe livre em março de 2001.

mockup