Porto Alegre - Mesmo sabendo que é quase impossível, o Grêmio tenta anular o jogo contra o Palmeiras, alegando erros do árbitro carioca Edílson Soares da Silva, na derrota de 3 a 2, sábado, em Pelotas (RS). A queixa foi enviada ontem ao STJD.
O departamento jurídico do clube baseia-se no artigo 259 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), onde existe a possibilidade de anulação de um jogo por erro de direito: ''Os erros dele (árbitro) foram tão grosseiros, que poderão ser assim caracterizados. No direito não existe nada impossível'', disse o chefe do departamento jurídico do Grêmio, Juliano Ferrer.
O advogado do clube gaúcho, no entanto, sabe que vai ser muito difícil que o Grêmio obtenha sucesso no STJD: ''Mesmo assim vamos adiante, porque não podemos ficar impassíveis diante de tantos absurdos cometidos num jogo só'', acrescentou Ferrer. O Grêmio também vai pedir a suspensão do árbitro carioca.
O presidente do Conselho Deliberativo, Mauro Knijnik, quer pressionar o presidente Flávio Obino a abrir logo o processo sucessório. O objetivo é que apareçam pessoas interessadas a conduzir o Grêmio a partir de 2005. Especula-se nomes como o do vereador Paulo Odone ou do ex-presidente Fábio Koff, mas busca-se o perfil de um empresário para conduzir o clube e negociar suas finanças. Hoje, a dívida junto aos credores é de R$ 94 milhões.

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