Marcos Zanatta
De Maringá
O diretor do Grêmio Maringá, Sérgio Maximilla, disse ontem que o time não está recebendo e nem espera benefício algum de nenhuma parte, para continuar a luta pelo título da Copa Paraná e a classificação para o torneio Sul-Minas. ‘‘Estranhamos a declaração do Célio (Guergoletto, coordenador-geral do Londrina)’’. Na segunda-feira, Guergoletto disse que iria ‘‘checar’’ informações de que o Grêmio seria beneficiado depois da vitória em 10 a 0 sobre a Sorec, e que poderia pedir arbitragem de outro Estado para a partida contra o Grêmio, no próximo dia 28 em Maringá.
‘‘Ganhamos da Sorec no jogo limpo, e agora o Londrina está apelando’’, lamenta Maximilla. Ele diz que em nenhum momento houve insinuações de favorecimento ao Grêmio, ou de dúvidas quanto à arbitragem. ‘‘O Paraná tem uma equipe que está entre os melhores árbitros do País’’, garante. O que está acontecendo, segundo Maximilla, é que o Londrina começou na Copa Paraná como favorito, e vinha se comportanto sem problemas, mas viu que tem adversários. ‘‘Quando fomos lá e empatados em uma partida que poderíamos ter ganho com facilidade, começou a pressão’’, reclama.
Para Maximilla, o objetivo das afirmações de Guergoletto é de tentar ‘‘desestabilizar’’ os demais times. ‘‘Não sei o porquê disso, já que eles estão na vantagem’’, lembra.
O diretor do Grêmio explica que o time de Maringá precisa ganhar as duas partidas que restam, mas está tranquilo. Ele lembra ainda que o mando de jogo do dia 28 é do Grêmio, e a equipe não tem pretensão de substituir o árbitro indicado pela Federação Paranaense de Futebol. ‘‘Se eles estão insatisfeitos devem reclamar à Federação’’, diz. O Grêmio, continua Maximilla, concorda em colocar um árbitro de fora do Paraná, desde que o Londrina assuma as despesas e escolha um nome aceito pelos dois lados.

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