Porto Alegre - Marcar o primeiro gol no início do jogo é tudo o que o Grêmio quer hoje quando enfrenta o Independiente Medellín, em Porto Alegre, no jogo de ida das quartas-de-final da Copa Libertadores da América. ''Depois, o resto será consequência da pressão da torcida'', prevê o atacante Luís Mário. O sonho da goleada existe, mas não é citado para evitar o pecado da auto-suficiência e o desrespeito ao adversário.
Nas entrevistas, não há jogador e nem integrante da comissão técnica que vá além da declaração de Luís Mário. Oficialmente, a vitória por apenas um gol de diferença é considerada um excelente resultado.
O técnico Tite poderá escalar o time considerado titular no momento, inclusive com Amaral, recuperado de uma contratura muscular. E espera um adversário fechado, mas perigoso nos contra-ataques. A formação do Independiente, com três zagueiros, dois alas, quatro jogadores no meio-campo e apenas um atacante parece comprovar a tese do técnico gremista.
O Grêmio terá a equipe praticamente completa no confronto. O único desfalque é o zagueiro Anderson Polga, que, lesionado, será substituído por Gavião, jogador de características semelhantes. O esquema 4-4-2, que substituiu o 3-5-2, marca do técnico Tite, se deve em muito ao aproveitamento de Gilberto como meia e de Roger como ala. A estratégia do treinador é atacar com cautela.
Os colombianos admitem que serão cautelosos, mas prometem surpresas. ''Vamos jogar para ganhar'', anuncia o técnico Victor Luna, para quem o empate não serve. O fator campo parece não pesar para o campeão colombiano do ano passado. O meia Montoya diz que o time joga melhor fora de casa. O retrospecto comprova. Duas das cinco vitórias do clube na Libertadores foram conquistadas longe de Medellín.
O Independiente não terá seu artilheiro Tressor Moreno, suspenso, que dará lugar a Serna. Entre os destaques do time estão o goleiro David Gonzalez, reserva da seleção colombiana, e o zagueiro Felipe Baloy, titular da seleção panamenha.

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