Grêmio precisa vencer Boyacá Chicó na Colômbia
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terça-feira, 10 de março de 2009
Luciano Balarotti<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Com o cargo do técnico Celso Roth ameaçado e precisando vencer fora de casa para compensar o tropeço caseiro na estreia, o Grêmio enfrenta o Boyacá Chicó, no acanhado Estádio La Independencia, em Tunja, na Colômbia. A partida, marcada para às 21h50 (horário de Brasília) é decisiva para as pretensões do time gaúcho, que ocupa a terceira posição do grupo, com o ponto obtido no empate sem gols com o líder Universidad de Chile, no Olímpico. Os chilenos somam quatro pontos, um a mais que o rival gremista de hoje.
Roth tem seu trabalho questionado pela diretoria e pela torcida, e deve deixar o posto em caso de derrota. Pressionado, abre mão do esquema 3-6-1 e escala Alex Mineiro e Jonas para concluir as jogadas dos alas Ruy e Fábio Santos e dos armadores Tcheco e Souza. Os dois meias são responsáveis também pelas cobranças de falta, uma das armas gremistas. Tcheco, o capitão do time, ressalta a necessidade de vencer a partida. "Em termos de pontuação, é muito importante em todos os sentidos. Temos que entrar para ganhar em todas as jogadas", resume, enumerando as dificuldades que espera encontrar: "Vai ter altitude, adversário difícil, mas temos que vencer de qualquer maneira", conclui.
O Chicó faz hoje o primeiro jogo válido pela Libertadores em seu estádio - que teve a capacidade de público ampliada para o mínimo de 20 mil lugares com arquibancadas provisórias. O clima para o jogo esquentou porque dirigentes gremistas afirmaram temer ações das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, gerando um incidente diplomático entre os dois países. Motivação extra para os donos da casa, que estrearam na competição com vitória por 3 a 0 sobre o boliviano Aurora, fora de casa.


