Grêmio nega venda de Ronaldinho e Scheidt para italianos
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 02 de novembro de 1999
Por Ayrton Centeno 
Porto Alegre, 03 (AE) - O Grêmio negou hoje a venda do meia Ronaldinho e do zagueiro Scheidt para a Inter, de Milão. O anúncio da venda foi estampado na edição desta quarta-feira do jornal Corriere Della Sera, de Milão. Através de sua assessoria de imprensa, a direção do clube garantiu que a notícia não tem fundamento. A irmã de Ronaldinho, Deisi Assis, que organiza a agenda do jogador, também desmentiu a informação.
"Ninguém está sabendo disso", comentou.
"Desconheço qualquer negociação. O Ronaldo está superbem no Grêmio e deve ficar no clube até o final do seu contrato", agregou a irmã do meia. O contrato de Ronaldinho só termina em fevereiro de 2.001.
Scheidt e Ronaldinho, jogadores de Seleção Brasileira, são os nomes mais valorizados do clube.
Logo depois que o futebol de Ronaldinho ganhou visibilidade mundial com as atuações na Copa América e na Copa das Confederações, o Grêmio teria recebido uma proposta de US$ 30 milhões, apresentada pelo empresário José Minguela, em nome de uma equipe espanhola, que seria o Real Madrid.
Para segurar o jogador no estádio Olímpico, a direção gremista passou a explorar o potencial da imagem de Ronaldinho, visando arrecadar fundos e mantê-lo pelo maior tempo possível. Uma das suas iniciativas, foi o lançamento da "Série Ronaldinho", da sua promoção "Grêmio-Prêmio". Cada cartela, ilustrada com a foto de Ronaldinho, é vendida a R$ 1,00. Quem compra o bilhete concorre a carros, telefones celulares, aparelhos de TV, bicicletas e relógios. O futebol e o cartaz de Ronaldinho devem produzir benefícios também no aumento das cotas pagas ao clube em amistosos no Brasil e exterior.
Ronaldo de Assis Moreira, o Ronaldinho, marcou 15 gols em 16 partidas, tornando-se goleador do Campeonato Gaúcho deste ano, levantado pelo Grêmio. Irmão do jogador Assis, Ronaldinho chegou ao Olímpico com sete anos, levado por seu pai, João da Silva Moreira. No Brasileiro, onde o Grêmio faz má campanha, seu futebol não tem aparecido tanto, mais como consequência das dificuldades da equipe.
Scheidt teve um ano complicado com a punição, determinada pelo tribunal da CBF, pelo uso de anabolizantes - embora sempre tenha afirmado sua inocência. Mas o zagueiro recuperou-se, superou as dificuldades e manteve a confiança do técnico da Seleção Brasileira, Wanderley Luxemburgo, que o reconvocou após a suspensão.


