Grêmio nega venda de Ronaldinho e Scheidt à Inter
Agência Estado
De Porto Alegre
O Grêmio negou ontem a venda do meia Ronaldinho e do zagueiro Scheidt para a Inter, de Milão. O anúncio da venda foi estampado na edição de ontem do jornal Corriere Della Sera, de Milão. Através de sua assessoria de imprensa, a direção do clube gaúcho garantiu que a notícia não tem fundamento. A irmã de Ronaldinho, Deisi Assis, que organiza a agenda do jogador, também desmentiu a informação.
Desconheço qualquer negociação. O Ronaldo está superbem no Grêmio e deve ficar no clube até o final do seu contrato, disse Deisi. O contrato de Ronaldinho só termina em fevereiro de 2001.
Scheidt e Ronaldinho, jogadores de Seleção Brasileira, são os nomes mais valorizados do clube. Logo depois que o futebol de Ronaldinho ganhou visibilidade mundial com as atuações na Copa América e na Copa das Confederações, o Grêmio teria recebido uma proposta de US$ 30 milhões, apresentada pelo empresário José Minguela, em nome de uma equipe espanhola, que seria o Real Madrid.
Para segurar o jogador no estádio Olímpico, a direção gremista passou a explorar o potencial da imagem de Ronaldinho, visando arrecadar fundos e mantê-lo pelo maior tempo possível. Uma das suas iniciativas, foi o lançamento da Série Ronaldinho, da sua promoção Grêmio-Prêmio. Cada cartela, ilustrada com a foto de Ronaldinho, é vendida a R$ 1,00. Quem compra o bilhete concorre a carros, telefones celulares, aparelhos de TV, bicicletas e relógios. O futebol e o cartaz de Ronaldinho devem produzir benefícios também no aumento das cotas pagas ao clube em amistosos no Brasil e exterior.
Scheidt teve um ano complicado com a punição, determinada pelo tribunal da CBF, pelo uso de anabolizantes embora sempre tenha afirmado sua inocência. O zagueiro superou as dificuldades e manteve a confiança do técnico da Seleção Brasileira, Wanderley Luxemburgo, que o reconvocou.





