Grêmio está endividado e quase rebaixado
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sexta-feira, 07 de novembro de 2003
Agência Estado 
Porto Alegre - Quando assumiu a presidência do Grêmio em janeiro deste ano, Flávio Obino já sabia das dificuldades que o esperavam. Além de uma dívida de aproximadamente R$ 90 milhões, que não o permite pagar direito de imagens - a maior parte do salário de cada um - há seis meses, ele tinha a responsabilidade de comandar um clube exatamente no ano do seu Centenário.
Ele consentiu que qualquer outra competição fora a Libertadores da América, poderia ser relegada a um segundo plano.
E assim aconteceu. Ao perceber que seus comandantes não tinham voz ativa, o então técnico Tite e o grupo de jogadores, principalmente Gilberto e Ânderson Lima, se ''poupavam'' nos jogos do Gauchão e Brasileiro com a desculpa de uma dedicação total à competição continental, onde não passou das quartas-de-final.
Os resultados foram desastrosos, pois após o total fracasso no quadrangular classificatório do Estadual, onde foi o ''lanterna'' na disputa contra Inter, Juventude e Caxias, sem nenhuma vitória em seis jogos, repete a 'saga' no Brasileiro, onde há mais de 100 dias não sai da zona de rebaixamento.
Com apenas 37 pontos em 123 disputados e com o quarto técnico no ano, o inexperiente Adílson Batista, cometendo muitos equívocos, o destino do Grêmio parece ser mesmo a Série B em 2004.
Para tentar mudar uma situação quase irreversível, na chegada à Porto Alegre, ontem, os jogadores foram direto do aeroporto para o Olímpico treinar. E a concentração começou às 22 horas. ''Não é castigo. Temos que nos unir cada vez mais para superar o Paysandu'', afirmou o desanimado técnico.


