Depois da derrota de 2 a 1 para o Flamengo, na última quarta-feira, pela Copa do Brasil, o Grêmio entrou em crise e resolveu fazer uma ‘‘varredura’’. A primeira vítima foi o atacante Palhinha, ao ser desligado do clube.
Durante os 11 meses em que permaneceu no Olímpico, Palhinha, que tinha mais oito meses de contrato com o clube, só participou de duas partidas completas. Os motivos para seus afastamentos sempre foram lesões, geralmente musculares.
O Grêmio já rescindira, anteriormente, os contratos do atacante uruguaio Abreu e do zagueiro Jorge Luiz. Assim como Palhinha, eles não teriam correspondido.
Palhinha, que recebia salários de R$ 70 mil mensais, justificou seu fraco rendimento no clube gaúcho alegando que a preparação física é muito rigorosa.
‘‘Nunca trabalhei tanto e também nunca tive tantas lesões’’, disse Palhinha.
Ao definir a sua reação ao saber que seria dispensado, o jogador, de 31 anos, se disse surpreso e que se tratou da ‘‘pior notícia’’ da sua vida.
‘‘É uma fase terrível. No São Paulo, com 25 ou 26 anos, cheguei a participar de 104 partidas em um ano. Aqui no Grêmio, só acumulei contusões’’, afirmou.
Palhinha tem 75% do seu passe. Os outros 25% pertencem ao Grêmio. No ano que vem, ele possuirá 90% do passe, pois já terá completado 32 anos.
Com passagens destacadas no São Paulo e no Cruzeiro, o jogador também não conseguiu se firmar no Flamengo, clube onde jogou antes de seguir para o Grêmio, em uma troca envolvendo o meia Beto. Agora, procura novo clube.

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