O Grêmio Maringá pode ficar de fora ou ter um time inexpressivo para a Copa Paraná, depois de toda diretoria ‘‘entregar’’ o cargo. O ex-presidente, Aristides Mossambani, apresentou um balanço da campanha campeã da Série A-1, mostrando um déficit de caixa de R$ 80 mil, e junto com os diretores se afastou do cargo. A princípio, a intenção da diretoria era de colocar o time à disposição do prefeito José Cláudio (PT), que ficaria responsável de apontar um novo grupo para comandar o futebol profissional da cidade.
José Cláudio, no entanto, alega que continua apoiando o Galo como torcedor, mas sem interferir em assuntos administrativos. O impasse a menos de um mês para o início da competição, praticamente inviabiliza a participação do Grêmio na Copa Paraná, torneio seletivo à Copa Sul-Minas. Com a dispensa da maioria dos jogadores, se o time entrar terá que apelar para o empréstimo de outras equipes ou recorrer aos juniores. O secretário de Esportes, Mário Verri, acha que não existe tempo para montar um time como a torcida espera.
O primeiro passo que a secretaria deve tomar, segundo Verri, é tentar manter os patrocinadores, conquistados com o apoio do município. Quanto a escolher uma nova diretoria, montar uma equipe técnica e contratar jogadores, segundo ele, não cabe ao poder público. Verri adianta que a intenção é manter o time, mas com projeto para uma equipe que traga resultados na série Ouro do Paranaense-2002.

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