Grêmio de Maringá perde pontos e já está rebaixado
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sexta-feira, 16 de abril de 1999
Claudemir Scalone (Londrina) Marccio W. Varella (Maringá) 
O Grêmio Esportivo Maringá perdeu quinta-feira à noite a última batalha para manter-se vivo na Série A-2 (segunda divisão) do Campeonato Paranaense e já está rebaixado para a Série A-3 (terceira divisão). O Grêmio, que reivindicava os pontos da derrota de 1 a 0 para o Umuarama, no dia 21 de fevereiro, teve o seu recurso julgado e considerado improcedente pelo Tribunal de Justiça Desportiva (TJD). Os dirigentes do Maringá alegavam que o Umuarama havia utilizado o atleta Edson Alves de forma irregular nas duas partidas entre as duas equipes.
Num primeiro momento, a Federação Paranaense de Futebol (FPF) acatou a reclamação do Grêmio Maringá e baixou ato administrativo retirando os pontos da vitória do Umuarama. Anteontem, o Umuarama provou que Edson Alves estava regular e foi absolvido pelo TJD. O Tribunal indeferiu também o segundo recurso do Maringá, que pedia os pontos da partida do returno disputada em Umuarama pelo mesmo motivo.
Com o fracasso no TJD, o Grêmio ficou sem nenhum ponto ganho e já é uma das duas rebaixadas para a 3ª divisão.
Foi feita justiça acima de tudo, comemorou ontem o diretor de futebol do Umuarama, Paulo Cesar da Silva. Agora, a gente está brigando pela classificação para a segunda fase com muito mais motivação e vamos buscar uma vitória domingo (amanhã) contra o Sport Paraná, disse confiante. A vitória no TJD deixou o Umuarama com 9 pontos no Grupo C.
É o segundo rebaixamento consecutivo do futebol de Maringá. Em 98, o Maringá Futebol Clube ficou em último lugar na Série A-1 (primeira divisão) e caiu para a segunda divisão juntamente com o Londrina, que terminou na penúltima colocação. O Maringá Futebol Clube acabou fazendo uma fusão com o Grêmio Esportivo Paranaense resultando no Grêmio Esportivo Maringá, que hoje disputa a Série A-2.
O Grêmio Maringá ainda não sabe se entra em campo no próximo dia 25 para fazer a sua última partida da segundona Paranaense. Nesta semana, o esportista Ênio Polhman, mais conhecido como Apucarana, assumiu a direção do clube em substituição a Osmar Braguin. Apucarana brigava há mais de ano na Justiça pelo direito de ficar na condição de presidente do Grêmio, e acabou fazendo valer seus direitos.
O problema é que o técnico Badeco foi dispensado. Em seu lugar foi contratado Edinho, que trouxe 11 jogadores desconhecidos, contratados junto a diversos clubes brasileiros, em parceria com a empresa J.M., de Porto Alegre, que tem como diretores Jorge e Celso Machado.
Os outros jogadores do Grêmio que disputavam a Segundona foram colocados em segundo plano e ontem decidiram não treinar com os novos contratados. Eles também já avisaram à nova diretoria que não jogarão contra o Sport Paraná, domingo que vem, em Maringá, pela última partida do time no torneio.
Mudanças no Grupo B - Não foi só o Grupo C que sofreu alterações. Uma série de atos administrativos baixada pela Federação desde o início da semana alterou a classificação e o destino das equipes do Grupo B. Três times foram beneficiados com o ganho de pontos que haviam perdido dentro de campo: Foz do Iguaçu, Concórdia e Prundentópolis. Coronel Vivida e Iguaçu foram os punidos.
O Coronel Vivida foi o que mais perdeu por escalar um atleta sem condições legais na vitória diante do Concórdia (1 a 0), no dia 21 de março, o Coronel perdeu os três pontos para o adversário. O Concórdia saltou para 15 pontos e está mais perto da classificação.
O Coronel Vivida voltou a cometer a falha no empate de 2 a 2 com o Prudentópolis, no último dia 4. A FPF oficializou quinta-feira a perda de mais um ponto do Coronel Vivida - que ficou com 4 pontos -, o que empurrou a equipe para a última posição do Grupo B atrás do Iguaçu com 5 pontos. Situação que o deixa às portas do descenso à terceira divisão. O Prudentópolis passou a somar 19 pontos e garantiu presença nos playoffs (mata-mata).
Além perder pontos, o Coronel Vivida teve o mando de seu jogo de domingo contra o Foz do Iguaçu transferido para Francisco Beltrão, às 18 horas. A punição foi imposta pela FPF porque o árbitro José Francisco de Oliveira afirmou ter sido agredido pelos jogadores do Coronel Vivida, no jogo de domingo contra o Sorec, em Cascavel.
O Iguaçu de União da Vitória, que vinha reagindo na competição, também venceu o Foz do Iguaçu em campo (2 a 1), no dia 21 de março, mas foi punido por escalar um jogador irregular. Como resultado, acabou na lanterna do Grupo B e ficou sem chances de classificação. Já o Foz, foi para 15 pontos ao lado do Concórdia e briga por uma das vagas na próxima etapa.


