Grêmio coloca Brasil no 1º mundo das arenas
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sábado, 08 de dezembro de 2012
Agência Estado 
São Paulo - O futebol brasileiro entra neste sábado na era das arenas multiuso. Construída em pouco mais de dois anos, a imponente Arena do Grêmio vai ser inaugurada em Porto Alegre com show multimídia do grupo norte-americano Blue Man, reunindo teatro e música, homenagens diversas e o jogo entre Grêmio e Hamburgo, da Alemanha, às 22 horas, revivendo a final do Mundial Interclubes de 1983 - a maior conquista dos 109 anos do clube tricolor gaúcho - como ponto alto. Um dos objetivos da variedade da programação é justamente apresentar ao público o conceito multiuso do local.
Em um momento em que o País, empurrado pela Copa do Mundo de 2014, começa a deixar de lado o velho entendimento de que estádio serve unicamente para jogos de futebol e abre os olhos para o conceito de arena, parece irônico que a primeira a ser utilizada não esteja entre as 12 do Mundial. Mas há motivos para isso. Obra com custo estimado em pelo menos R$ 600 milhões, a Arena do Grêmio começou a ser planejada de maneira efetiva em 2006, quando o Brasil nem sequer havia assegurado a organização do maior evento do futebol. Também contribuiu a rapidez com que foi construída - teve início em 20 de setembro de 2010.
O pioneirismo transforma a arena gremista em vitrine, mas também pode torná-la vidraça. ''O fato de sermos os primeiros a inaugurar uma arena nos deixa engrandecidos, mas, ao mesmo tempo, sabemos que ela será testada'', disse Eduardo Pinto, presidente da Arena Porto-Alegrense, empresa criada pelo clube e pela Construtora OAS (responsável por fazer as obras) para administrar o empreendimento.
A empresa com sede em São Paulo ergueu a arena com 55% de recursos próprios e 45% advindos de financiamento. O projeto destinou cuidado especial com questão com acessibilidade, sustentabilidade e conforto. ''Foi tudo feito com muito cuidado e recorrendo à altíssima tecnologia'', enfatizou Pinto. Só o gasto com sistemas eletrônicos que comandam irrigação do gramado, monitoramento (são 239 câmeras de TV) e iluminação, entre outros, chegou a R$ 100 milhões.


