Grêmio busca vaga para evitar crise
Porto Alegre - Só a classificação para a final da Copa Libertadores da América salva o Grêmio de uma crise. Na melhor das hipóteses, o time vence o Olímpia por diferença de dois gols ou de um gol no jogo com nova vitória nos pênaltis amanhã, em Porto Alegre, e leva seu dilema para a decisão, contra o São Caetano ou América do México, quando ficará de novo entre o céu e o inferno.
A conquista da Libertadores pode redimir o clube. Os fracassos da temporada seriam todos esquecidos. Mas uma eliminação na semifinal ou uma derrota na final teriam um efeito devastador sobre o Olímpico, com a provável saída do técnico Tite e do vice-presidente de futebol José Otávio Germano.
Tido como unanimidade no início do ano, quando vinha de uma temporada em que conquistou o Campeonato Gaúcho e a Copa do Brasil, avançou até as quartas-de-final do Campeonato Brasileiro e ficou 11 meses sem perder no Olímpico, o técnico Tite começa a ser contestado. Ao longo de 2002, ele não conseguiu repetir o padrão de jogo que o consagrou em 2001, quando o time marcava no campo do adversário, tomando-lhe os espaços de onde poderia iniciar jogadas.
No último sábado, Tite chegou a dizer que viu o time recuperar um pouco dessa característica no jogo com o São Paulo. Só que o Grêmio perdeu por 2 a 0 e foi eliminado da Copa dos Campeões, assim como já havia sido da Sul-Minas e do Gaúcho no primeiro semestre. , quando sofreu goleadas do Atlético Paranaense (5 a 1), Figueirense (4 a 3) e 15 de Novembro de Campo Bom (4 a 2). (A.E.)





