Greene não supera Johnson
Agência Estado
O título de homem mais rápido do mundo pertence desde quarta-feira ao norte-americano Maurice Greene, novo recordista mundial dos 100 metros rasos, com o tempo de 9s79, obtido no Estádio Olímpico de Atenas, na Grécia. O desempenho de Greene, de 24 anos, não foi suficiente, porém, para superar o de seu compatriota Michael Johnson, recordista mundial dos 200 metros rasos, que continua dono da maior velocidade média do esporte.
Na final de quarta-feira, Greene conseguiu uma velocidade média de 36,772 quilômetros por hora, o suficiente para quebrar o recorde anterior, do canadense Donovan Bailey, que era de 9s84. O norte-americano melhorou a marca em cinco centésimos de segundo (chegaria cerca de 40 centímetros na frente de Bailey, numa hipotética comparação).
Já no dia 1º de agosto de 1996, no Estádio Olímpico de Atlanta, Michael Johnson correu a final dos 200 metros rasos com uma velocidade média de 37,267 quilômetros por hora, quebrando o recorde com a marca fantástica de 19s32. O novo recorde de Greene transformou o atleta num dos maiores fenômenos do esporte. A evolução nos resultados no velocista foi fantástica desde 1996, quando passou a treinar com o ex-corredor de 400 metros rasos, John Smith, em Los Angeles. Quando chegou à Califórnia, Greene tinha 10s08 como recorde pessoal. No ano seguinte, o atleta conquistou a medalha de ouro no Campeonato Mundial de Atenas, com o tempo de 9s84.
O ex-recordista mundial Donovan Bailey fez questão de dar parabéns a Greene por sua magnífica prova, mas advertiu que os recordes existem para serem batidos. Bailey, que acaba de reaparecer no circuito internacional depois de nove meses sem correr, assegura que o fato de ter perdido o recorde será mais uma motivação em sua carreira. Será um novo desafio, diz o atleta, recuperado de uma grave lesão no tendão de Aquiles. Quero buscar o recorde mundial novamente.
Nascido em Kansas City em 23 de julho de 74, Greene entrou para a história do atletismo em 97, quando ganhou o ouro no Mundial da Grécia. Além de recuperar a hegemonia dos Estados Unidos nas provas de velocidade, comprovou seu enorme potencial. Ele tentava quebrar o recorde havia dois anos.





