Grécia bate tchecos decide Europa contra Portugal
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quinta-feira, 01 de julho de 2004
Agência Folha 
São Paulo - A Eurocopa-04 vai acabar com o mesmo confronto que abriu a competição. Com um gol de prata, a Grécia eliminou a sensação República Tcheca ontem, por 1 a 0, no Estádio do Dragão, no Porto, e será o rival de Portugal na decisão de domingo, às 15h45 (de Brasília). Na rodada de abertura, a Grécia abriu sua série de resultados surpreendentes ao vencer os portugueses por 2 a 1, no único revés luso até o momento no certame.
A classificação grega foi dramática. Grande surpresa da competição, os gregos apostaram mais uma vez numa forte marcação e em uma postura defensiva para segurar os tchecos, que até então tinham 100% de aproveitamento e eram apontados como favoritos. Depois de um empate sem gols no tempo normal, os tchecos, os únicos que tinham 100% de aproveitamento e que perderam Nedved, machucado, ainda no primeiro tempo, caíram com um gol de cabeça de Dellas já nos acréscimos do primeiro tempo da prorrogação. A regra do gol de prata dá a vitória ao time que estiver em vantagem ao final da primeira metade do tempo extra.
Logo após o gol grego, o árbitro Pierluigi Collina apitou o final da partida realizada na cidade do Porto. ''É um verdadeiro milagre. Os tchecos são tecnicamente melhores, mas a paixão e a vontade estavam ao nosso lado'', disse Otto Rehhagel, o técnico grego.
A Grécia chegou a Portugal como coadjuvante. Nas casas de jogo da Inglaterra cada libra apostada em um título grego tinha um retorno previsto de 80 libras.
A final de domingo será a primeira da Euro em 40 anos que vai reunir dois times estreantes em decisões da competição.
''Nós temos apenas dois dias para descansar. É tudo muito rápido'', afirmou o meia Stylianos Giannakopoulos, referindo-se ao menor tempo de descanso que seu time terá em relação ao rival.
Felipão - O técnico da seleção portuguesa, Luiz Felipe Scolari, foi recebido ontem com aplausos na concentração da equipe, em Alcochete (perto de Lisboa), pela imprensa local, a mesma que o havia chamado depreciativamente de ''Felipinho'' e que duvidou de sua capacidade. A opinião pública portuguesa e Scolari vivem um momento de lua-de-mel, que só existe porque Portugal está na final da Eurocopa após a vitória anteontem nas semifinais sobre a Holanda.
NO PORTO
Grécia 1
Nikopolidis; Seitaridis, Kapsis, Dellas e Fyssas; Basinas (Giannakopoulos), Katsouranis, Karaogounis e Zagorakis; Vryzas (Tsiartas) e Charisteas. Técnico: Otto Rehhagel
República Tcheca 0
Cech; Grygera, Ujfalusi, Bolf e Jankulovski; Galasek, Poborsky, Rosicky e Nedved (Smicer); Baros e Koller. Técnico: Karel Bruckner
Árbitro: Pierluigi Collina (ITA)
Estádio: do Dragão
Gol: Dellas, aos 15 minutos do primeiro tempo da prorrogação


