GRD leva 'ginga' a Sydney
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terça-feira, 26 de setembro de 2000
Agência Folha De São Paulo 
A delegação brasileira estréia, às 2h40 de amanhã (horário de Brasília), em uma modalidade pouco popular no país: a ginástica rítmica desportiva. Medalha de ouro no Pan de Winnipeg-99, o conjunto brasileiro faz sua primeira apresentação nos Jogos de Sydney disposto a mostrar mais uma vez a ginga que encantou a platéia na competição do ano passado.
A apresentação terá o som do frevo, do maracatu e da Aquarela do Brasil, que será tocada inicialmente em ritmo de bossa nova, evoluindo para o samba-enredo.
Será também a primeira vez que o Brasil competirá na modalidade, que começou a ser disputada por equipes em Atlanta-96.
Na prova da maça (espécie de bastão), o conjunto brasileiro, treinado por Bárbara Lafranchi, será representado por Dayane Camilo, Camila Ferezin, Natália Scherer, Flávia Faria e Alessandra Ferezin.
Para o arco e fita, haverá uma pequena modificação: Thalita Nakadomari, novata do grupo ao lado de Natália, substitui Alessandra.
Alessandra Ferezin, a atleta mais experiente da equipe, se mostrou ansiosa para a estréia. As apresentações estão maravilhosas. Não vejo a hora de mostrar ao público tudo o que treinamos, disse.
O objetivo do Brasil é terminar entre os oito primeiros na fase eliminatória. Classificar para as finais já seria uma grande conquista, afirmou Eliane Martins, chefe de equipe.
Os conjuntos têm no máximo dois minutos e cinco segundos para executar os movimentos da coreografia. Ao final das apresentações, os juizes somam as notas para definir a pontuação geral.
As favoritas à medalha na ginástica rítmica são Espanha (atual campeã olímpica), Grécia (campeã européia), França, Itália, Alemanha, Bulgária, Japão, Rússia e Belarus.


