A equipe de ginástica rítmica desportiva, que treina em Londrina, estréia na madrugada desta quinta-feira, na Olimpíada de Sydney. A apresentação das atletas é aguarda com expectativa e está marcada para começar às 2h40 (horário de Brasília). Ao som de frevo, maracatu e da famosa ‘‘Aquarela do Brasil’’, de Ary Barrozo, que será tocada em ritmo de samba-enredo, as ginastas esperam contagiar o público australiano, como fizeram com os canadenses nos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg, realizados no ano passado, quando conquistaram a medalha de ouro.
Na apresentação da maça, o Brasil será o quinto país a se apresentar. Com a mistura de maracatu e frevo, as londrinenses Alessandra e Camila Ferezin, Dayane da Silva, Thalita Nakadomari, a brasiliense Flávia Faria, a catarinense Maria Carolina, a paulista Michele Salzano e a gaúcha Natália Eidt, vão mostrar na coreografia parte da cultura nordestina, incluindo até mesmo jogos de capoeira.
No arco e fita, as ginastas brasileiras serão as últimas a se apresentar, com uma grande surpresa reservada. ‘‘A música começa em ritmo de bossa-nova e acaba em ritmo de samba-enredo. A intenção é mostrar a variedade da cultura brasileira’’, disse a treinadora Bárbara Laffranchi.‘‘As apresentações estão maravilhosas. Não vejo a hora de mostrar ao público tudo o que treinamos’’, disse a londrinense Alessandra Ferezin, a mais experiente do grupo.
As meninas de Londrina têm uma responsabilidade ainda maior em Sydney. Elas são as únicas representantes de todo o continente americano. ‘‘Para nós é um sonho, porque Canadá e Estados Unidos já conseguiram participar de Olimpíada, mas nunca um país da América do Sul tinha tido essa chance’’, desabafou a treinadora londrinense. ‘‘Classificar para as finais já seria uma grande conquista. Os Jogos Olímpicos são muito diferentes do Pan.’’, comenta Eliane Martins, chefe de equipe da ginástica ritmica desportiva.
Regulamento – Além do Brasil, mais nove conjuntos pisarão no tablado de 13 x 13 metros do Pavilhão 3, do Parque Olímpico. Espanha, atual campeã olímpica, Grécia, campeã européia, França, Itália, Alemanha, Bulgária, Japão, Rússia e Bielorússia tentarão estar entre as oito que disputarão a final no dia 30. O objetivo do Brasil é terminar entre as oito primeiras na fase eliminatória. ‘‘Classificar para as finais já seria uma grande conquista.
Os conjuntos têm no máximo 2m05s para executar os movimentos da coreografia. Ao final das apresentações, os juizes somam as notas para definir a pontuação geral. Na competição por equipes, de acordo com as regras da Federação Internacional de Ginástica, os conjuntos se apresentam com cinco maças e na segunda rotina utilizam dois arcos e três fitas. As ginastas devem realizar vários movimentos de corpo e dança, combinados com a manipulação dos aparelhos. A apresentação deve acabar no exato momento em que a música termina. Para cada segundo a mais, a punição é de 0,05 pontos.

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