GRD brilha. E Brasil passa Argentina
Janaina Tupan Frare
De Winnipeg, Canadá
Especial para a Folha
A equipe brasileira de ginástica rítmica desportiva (GRD), que treina em Londrina, ganhou pela primeira vez na história a medalha de ouro dos Jogos Pan-Americanos. Foi ontem, em Winnipeg, Canadá. O Brasil somou 38.431 pontos em duas apresentações. As cubanas ficaram com a medalha de prata com 37.732 pontos. O bronze ficou com a seleção canadense, que somou 37.532 pontos. Com a conquista da GRD, o Brasil tirou a quarta colocação da Argentina (veja quadro nesta página) na classificação do Pan.
Das seis ginastas de ouro, três nasceram em Londrina: as irmãs Camila, 22 anos, e Alessandra Ferezin, 23, e Dayane da Silva, 22. As outras três atletas - Flávia Faria, 17, Juliana Coradine, 17 e Michele Salzano, 16 anos -, embora não sejam paranaenses, tiveram que se mudar para Londrina para treinar junto à seleção.
Com duas apresentações impecáveis, as brasileiras se classificaram para a final em primeiro lugar. Na final, que aconteceu ontem no Ginásio Investor Group, cada conjunto teve que apresentar as duas coreografias já mostradas nas eliminatórias.
A primeira coreografia das brasileiras foi com maças - aparelhos da ginástica parecido com garrafinhas de boliche. Elas começaram as coreografias com movimentos da capoeira, e misturaram xaxado, maracatu e forró. O ritmo foi o grande diferencial. Fugimos do comum e isso agradou tanto aos jurados quanto ao público, que em todas as apresentações aplaudiu em pé, explicou Bárbara Laffanchi, técnica da equipe.
Na coreografia com arcos e fitas, o conjunto brasileiro foi o último a se apresentar. Cuba estava em primeiro lugar quando as brasileiras entraram em cena, embaladas pelo samba Dois sem-vergonhas, de Paulo Moura. Ainda bem que não vimos a apresentação delas. Assim não ficamos nervosas. Ficamos concentradas apenas no nosso objetivo, disse Dayane.
Com esse resultado, foi cumprida a primeira etapa da classificação para as Olimpíadas. A medalha de ouro já garantiu em 90% a nossa ida para Sidney. É a primeira vez que chegamos tão perto dos Jogos Olímpicos, disse Bárbara. A próxima e definitiva etapa será o Mundial de Osaka, no Japão, que acontece de 23 a 30 de setembro. No mundial serão definidas oito das dez vagas disponíveis, explicou a presidente da Confederação Brasileira de Ginástica, Vicélia Florenzano.
O Brasil precisa se classificar à frente dos concorrentes asiáticos, africanos e americanos para garantir vaga em Sidney.
Da equipe que competiu em Winnipeg, apenas Camila e Dayane já tinham subido ao pódio em Jogos Pan-Americanos. Elas foram bronze no conjunto de Mar del Plata, em 95.Equipe de ginástica, que treina em Londrina, obtém ouro inédito e beneficia delegação brasileira no quadro de medalhas
Comitê Olímpico Brasileiro/DivulgaçãoDUPLO SUCESSOApresentação da GRD na sexta-feira: conquista no Pan aumenta chances de vaga na Olimpíada de Sidney





