A tarde de ontem foi de ''porrada'' explícita no Ginásio do Moringão em Londrina, palco da terceira edição do Gravidade Zero Combate. O Vale Tudo ''caipira'', um dos únicos do interior do país, cresceu em qualidade e hoje ajuda a difundir um esporte que nem sempre contou com a simpatia do grande público.
Até às 19 horas, já haviam sido encerradas cinco das 12 lutas programadas. O londrinense Cachorro Grande, campeão sul-americano e pan-americano de kickboxing, precisou de pouco mais de seis minutos para definir a luta contra o apucaranense Black. ''A experiência ajudou bastante'', admitiu. Geraldinho ''finalizou'' Moskinha em apenas um round.
O lutador Orestes ''Furacão'' justificou a fama vencendo justamente o ''Famoso'' em exatos 1min40s, ''Isso foi para quem falava que eu sou baladeiro'', desabafou. Samura foi ainda mais rápido e em apenas 40 segundos ficou com o troféu ao bater Rogerinho. No quinto confronto, a disputa foi apertada até metade do segundo round, quando Guto faturou a vitória sobre Andrei.
Mas, se para o público, cada golpe bem aplicado era motivo de delírio, para a balconista Fátima Diniz, a experiência foi bem mais difícil. Mãe de Rogerinho, ela confessou que ''sentia a dor'' toda vez que o filho sofria com mão pesada do oponente. ''Foi a primeira vez que eu ví uma luta dele e, olha... quase morri'', brincou dona Fátima orgulhosa da coragem de Rogerinho. Afinal, para mãe, filho é sempre vencedor.
Com uma programação de 12 lutas - 11 de vale tudo (Mix Marcial Arts ou apenas MMA) e uma de kickboxing -, o Gravidade Zero Combate III conseguiu atrair mais de três mil pessoas no Moringão e atingiu uma espécie de maioridade precoce, se consolidando como um dos principais eventos difusor da modalidade fora do eixo Rio-São Paulo. Contando com uma grande estrutura técnica (captação e transmissão de imagens, iluminação, som), o público entrou no clima e vibrou no ritmo dos golpes trocados na arena de luta.
O organizador do GZC III, João Rodrigo Milanez, destacou que o MMA atual está mais disciplinado e bem diferente da fama de prática violenta que prejudicava sua massificação. ''A mídia tem dado muito mais cobertura porque o esporte é bem menos violento'', destacou.

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