Grandes voltam no Paulistão 2003
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quarta-feira, 17 de abril de 2002
Agência Estado 
São Paulo - Se ainda existe muita polêmica e briga pela organização do Campeonato Brasileiro de 2002, entre o Clube dos 13 e a CBF, o mesmo não se pode dizer do Campeonato Paulista da próxima temporada. Para evitar o fracasso técnico e de público deste ano, o presidente da Federação Paulista de Futebol, Eduardo José Farah, garante que o Paulistão 2003 vai ter a presença dos grandes clubes na fase final.
A idéia é tirar o campeão paulista do cruzamento entre os quatro melhores do Torneio Rio-São Paulo e os quatro melhores da Série A-1 primeira divisão. Este super-campeonato abriria a oportunidade para os grandes clubes atuarem no interior, a principal queixa dos dirigentes pelo afastamento dos torcedores do estádio. Os jogos da Série A-1 têm sido disputados com uma média de público quase nulo, em torno de 600 torcedores.
A nova fórmula do campeonato foi confirmada pelo próprio Farah no programa de televisão Futebol Paulista e Você, que vai ao ar pela Rede Vida todos os domingos ao meio-dia. Ele também confirmou a manutenção do Rio-São Paulo com seu regulamento atual, que tira o Guarani por ter sido o pior paulista neste ano. Em seu lugar entra o primeiro colocado da Série A-1, que será considerado o legítimo campeão paulista. O super-campeonato que está previsto para o próximo mês de junho, com os três primeiros colocados no Rio-São Paulo mais o campeão da Série A-1, terá apenas caráter amistoso.
Apesar da disposição de Eduardo José Farah em definir, o mais rápido possível, o Paulistão de 2003, os clubes estão clamando por mudanças. Os grandes clubes querem participar do campeonato, mas têm preocupação com relação ao Rio-São Paulo, que obrigatoriamente deveria ser mais curto, com menos times e mais jogos. No interior, os clubes querem ter um calendário mais extenso e mantém a esperança de realizar a competição com até 20 participantes.


