São Paulo - Pela tradição, Palmeiras e Botafogo largam como favoritos. Mas é justamente por se tratarem de clubes de tradição que podem ter grandes problemas no andar de baixo do futebol brasileiro. Vencê-los mais até do que ficar com o título ou com o vicecampeonato será questão de honra para as equipes de menor investimento.
E quem pensou que o Palmeiras investiria alto para tirar o clube da lama, enganou-se. O presidente Mustafá Contursi continua apostando na política do ''bom, bonito e barato'', que afundou o Verdão no ano passado e, depois do vexame de quarta-feira no Parque Antártica (derrota por 7 a 2) parece que vai afundar de novo este ano. Nomes como Carlos Castro, Denis, Everaldo, Gustavo, Leandro e Marquinhos não enchem os olhos da torcida. A esperança vai recair sobre jogadores experientes, como o goleiro Marcos e os meias Pedrinho e Zinho.
''Ser campeão desta Segunda Divisão é obrigação. O Palmeiras é um clube que vive de títulos e, agora, a responsabilidade ficou muito maior'', afirma o técnico Jair Picerni, especialista em ''divisões inferiores'' vide seu trabalho no São Caetano.
O Botafogo traz mais confiança fora de campo do que dentro. O recém-eleito presidente Bebeto de Freitas tem crédito com os alvinegros, mas convive com a difícil missão de sanar as dívidas do clube ao mesmo tempo que tentar montar um time competitivo. A principal contratação foi o atacante Dill, campeão da Série B pelo Goiás em 1999. No meio-campo, os tarimbados Valdo (39 anos) e Fernando (35) carregam o piano. Na defesa está Gilmar, bicampeão mundial interclubes com o São Paulo em 92 e 93.
''Conseguimos a regularidade essencial para uma competição como essa. Mesmo sem grandes investimentos, temos de ser considerados favoritos'', ressalta o técnico Levir Culpi.
A Portuguesa, também rebaixada da Série A no ano passado, convive com dificuldades, mas não pretende só fazer figuração. A Lusa passa por um momento delicado. O jogador mais conhecido é o inesgotável Capitão.

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